A Airbus inaugurou este mês na França a linha de montagem que vai produzir o maior avião civil da história, o Airbus A380.
A aeronave tem dimenões titânicas: 24 metros de altura, 79,80 metros de envergadura, 73 metros de comprimento. Outros números impressionantes: Capacidade de 500 a 800 passageiros, com autonomia de 14.800 quilômetros. Preço: de US$ 230 milhões a US$ 250 milhões, a unidade. O investimento total é da ordem de U$ 12 bilhões e constitui a mais ambiciosa aposta dos europeus no setor, desde o Concorde. Início das operações: segundo trimestre de 2006.
O A380 sintetiza a visão européia do futuro do mercado de transporte aéreo. A Airbus acredita que os trajetos entre os maiores aeroportos do mundo serão feitos por aviões colossais, verdadeiros "transatlânticos de asas", capazes de transportar 800+ passageiros com tarifas reduzidas.
Sempre que a Airbus lança um projeto, vale dar uma olhada no seu concorrente americano, a Boeing. São os dois maiores fabricantes de aviões do mundo e os únicos aptos a conduzir um projeto desse porte. Inicialmente, a Boeing decidiu fazer um avião quase supersônico, o Sonic Cruiser, mas acabou desistindo e optou pelo projeto 7E7 Dreamliner, que possuirá capacidade de 250 a 300 passageiros, e tem lançamento previsto para 2008. O Dreamliner será a primeira aeronave com fuselagem inteiramente construída em fibra de carbono e plástico, e foi concebida para voar longos trechos, de forma rápida e econômica, gastando 20% menos combustível. Com o Dreamliner, a Boing está apostando suas fichas na preferência dos passageiros por aviões rápidos, que possam decolar do aeroporto mais próximo, e não apenas de grandes aeroportos.
A disputa entre Boing e Airbus no mercado de aeronaves sempre foi acirrada, e nos últimos anos, a Airbus tem levado a melhor. Em 2003, suas encomendas cresceram pelo quarto ano consecutivo em relação à Boing, e pela primeira vez em 35 anos, superaram as desta em número de aviões: 305 a 281. As estratégias divergentes adotadas pelas duas companhias para o mercado de transportes aéreos terão papel fundamental na definição da liderança do setor, no futuro próximo. Qual das estratégias se mostrará melhor?
fonte: Revista Veja
J.