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Autor Tópico: Boing versus Airbus  (Lida 1398 vezes)
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Sísifo
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« em: 22 de Maio de 2004, 21:11 »


A Airbus inaugurou este mês na França a linha de montagem que vai produzir o maior avião civil da história, o Airbus A380.

A aeronave tem dimenões titânicas: 24 metros de altura, 79,80 metros de envergadura, 73 metros de comprimento. Outros números impressionantes: Capacidade de 500 a 800 passageiros, com autonomia de 14.800 quilômetros. Preço: de US$ 230 milhões a US$ 250 milhões, a unidade. O investimento total é da ordem de U$ 12 bilhões e constitui a mais ambiciosa aposta dos europeus no setor, desde o Concorde. Início das operações: segundo trimestre de 2006.

O A380 sintetiza a visão européia do futuro do mercado de transporte aéreo. A Airbus acredita que os trajetos entre os maiores aeroportos do mundo serão feitos por aviões colossais, verdadeiros "transatlânticos de asas", capazes de transportar 800+ passageiros com tarifas reduzidas.

Sempre que a Airbus lança um projeto, vale dar uma olhada no seu concorrente americano, a Boeing. São os dois maiores fabricantes de aviões do mundo e os únicos aptos a conduzir um projeto desse porte.  Inicialmente, a Boeing decidiu fazer um avião quase supersônico, o Sonic Cruiser, mas acabou desistindo e optou pelo projeto 7E7 Dreamliner, que possuirá capacidade de 250 a 300 passageiros, e tem lançamento previsto para 2008.  O Dreamliner será a primeira aeronave com fuselagem inteiramente construída em fibra de carbono e plástico, e foi concebida para voar longos trechos, de forma rápida e econômica, gastando 20% menos combustível. Com o Dreamliner, a Boing está apostando suas fichas na preferência dos passageiros por aviões rápidos, que possam decolar do aeroporto mais próximo, e não apenas de grandes aeroportos.

A disputa entre Boing e Airbus no mercado de aeronaves sempre foi acirrada, e nos últimos anos, a Airbus tem levado a melhor. Em 2003, suas encomendas cresceram pelo quarto ano consecutivo em relação à Boing, e pela primeira vez em 35 anos, superaram as desta em número de aviões: 305 a 281. As estratégias divergentes adotadas pelas duas companhias para o mercado de transportes aéreos terão papel fundamental na definição da liderança do setor, no futuro próximo. Qual das estratégias se mostrará melhor?
fonte: Revista Veja

OK!


J.
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« Responder #1 em: 23 de Maio de 2004, 07:09 »


Bela pergunta Sisifo...

Talvez as duas possam triunfar no mercado mas em lados opostos e portanto se venham a complementar como um todo no final das contas.

Vai ser tudo uma questão de número de passageiros transportados versus custos de manutênção das aeronaves.
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« Responder #2 em: 23 de Maio de 2004, 16:38 »


A Boeing já deu o que tinha a dar, e o último escândalo com os documentos roubados à Lockheed foi o penúltimo prego no caixão do 7E7.
Contudo, o Airbus lidera a corrida para... o quê? A venda de um avião para o qual só haverá 8 aeroportos preparados para o receber, na Europa? Qual o rendimento que irão tirar daí?
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Sísifo
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« Responder #3 em: 24 de Maio de 2004, 17:50 »


Citação de: Jorge Mota
Contudo, o Airbus lidera a corrida para... o quê? A venda de um avião para o qual só haverá 8 aeroportos preparados para o receber, na Europa? Qual o rendimento que irão tirar daí?
The juri is still out...

Uma excelente pergunta, Jorge!

Para se ter uma idéia dos custos envolvidos, o Charles de Gaulle está gastando cerca de 100 Milhões de euros em reformas, para estar apto a admitir pousos e decolagens de aeronaves A380. Dentre as principais modificações necessárias, estão: alargar os acostamentos das pistas, construir angares e modificar a infra-estrutura dos terminais. E há ainda a necessidade de adquirir passarelas de dois andares, para acesso à cabne dupla do A380, desenvolver critérios especiais de check-in, em função do grande número de passageiros a embarcar e desembarcar, criar controles específicos de imigração, alfândega, e triagem de bagagens.

Por outro lado, parece haver boa disposição das companhias aéreas em investir no novo avião da Airbus. A empresa já recebeu cerca de 129 pedidos, de onze empresas. A Fedex e a Air France, por exemplo, encomendaram 10 aviões cada uma. A Emirates fez o maior pedido, até agora: mais de quarenta unidades. Se a Airbus continuar vendendo seu novo modelo neste ritmo, é provável que os principais aeroportos do mundo não tenham outra alternativa senão realizar as reformas e ações necessárias para receber o A380.

O mito do Pássaro Roca nunca pareceu tão real e capitalista...

Abraço  OK!

J.
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Magz
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« Responder #4 em: 25 de Maio de 2004, 11:39 »


Citação de: Sísifo
Para se ter uma idéia dos custos envolvidos, o Charles de Gaulle está gastando cerca de 100 Milhões de euros em reformas, para estar apto a admitir pousos e decolagens de aeronaves A380. Dentre as principais modificações necessárias, estão: alargar os acostamentos das pistas, construir angares e modificar a infra-estrutura dos terminais.


Em luz do recente acidente... está visto que os 100 milhões de euros estão a ser bem gastos  ROTFL
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Sísifo
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« Responder #5 em: 25 de Maio de 2004, 22:10 »


Citação de: Magz

Em luz do recente acidente... está visto que os 100 milhões de euros estão a ser bem gastos  ROTFL

Espera-se que segurança seja sempre um item prioritário nos aeroportos e outras estruturas em que há grande circulação de pessoas... o que ocorreu em Paris foi lamentável!
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Magz
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« Responder #6 em: 26 de Maio de 2004, 14:39 »


Citação de: Sísifo
Espera-se que segurança seja sempre um item prioritário nos aeroportos e outras estruturas em que há grande circulação de pessoas... o que ocorreu em Paris foi lamentável!


Claro que foi lamentável... eu não me estava a rir por isso. E também sei que estou a fugir ao tema.
É só que cada vez que eu ouço valores nos milhões em obras publicas SEI que por muito menos se fazia a mesma obra. Era só (caso Portugues):
- Pagarem nos prazos acordados;
- Os concursos serem transparentes;
- Os prazos serem cumpridos (e não apressarem obras para eleições ou outras coisas do género);
- Cumprirem os orçamentos (a obra é planeada e sem motivos para "aparecerem" extras)...
- As pessoas e as empresas serem RESPONSABILIZADAS;
- etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, ...
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