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Autor Tópico: ÉTICA (Geral)  (Lida 10838 vezes)
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António Chagas
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« em: 26 de Agosto de 2013, 08:01 »


Estimad@s,

A discussão sobre as touradas cresceu, germinou e dela brotaram vários afluentes. No decurso desse crescimento, penso que foi ficando claro que os desacordos existentes ocorriam no campo da Ética, ou da Filosofia Moral, como queiram.

Vi que havia um tópico intitulado "Moral", mas preferi (perdoem-me o atrevimento) iniciar um novo, com um chapéu maior, para fomentar a abrangência conceptual e a liberdade de vôo.

Inicio este tópico com uma questão deliberadamente provocatória, que incluí na discussão sobre as touradas, e que mereceu logo alguma estranheza. Vou repeti-la, lanço o isco, e reservo-me o direito de explicá-la quando tiverem já sido apontados alguns vectores de discussão, ok?

A questão é a seguinte: será ético vacinar crianças?

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« Responder #1 em: 26 de Agosto de 2013, 10:32 »


Tenho dificuldade em ver questões éticas na vacinação de crianças...

Consigo ver algumas questões éticas na obrigatoriedade da vacinação - mas aí não me parecem que estejam circunscritas a crianças.
Também consigo ver questões sobre se não será melhor deixar as crianças criarem as suas próprias defesas em vez de criar uma redoma à volta delas - mas aí penso que será uma discussão científica e não ética.
Finalmente podem haver questões sobre se as vacinas são nocivas no organismo de uma criança, mas mais uma vez vejo isso como uma questão técnica/científica e não ética.

Já a questão de "será que os pais têm o direito de negar a vacinação dos seus filhos" - aí sim, vejo uma discussão ética, mas aí teria colocado a questão inicial como "será ético não vacinar crianças?".
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aqf
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« Responder #2 em: 26 de Agosto de 2013, 15:00 »


Meus caros,

A minha visão é a seguinte:

Vacinação contra doenças com elevado potencial contagioso: obrigatória, porque põe em risco a saúde pública. O resto é com os pais.
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bobbyboy
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« Responder #3 em: 26 de Agosto de 2013, 17:27 »


Também consigo ver questões sobre se não será melhor deixar as crianças criarem as suas próprias defesas em vez de criar uma redoma à volta delas - mas aí penso que será uma discussão científica e não ética.

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« Responder #4 em: 26 de Agosto de 2013, 18:00 »


Também consigo ver questões sobre se não será melhor deixar as crianças criarem as suas próprias defesas em vez de criar uma redoma à volta delas - mas aí penso que será uma discussão científica e não ética.


Infelizmente oiço muita gente a fazer esta afirmação, só posso imaginar que seja por pura ignorância da forma como as vacinas actuam. Estão a pensar em antibióticos e não em vacinas.

É que o objectivo de uma vacina é precisamente estimular o sistema imune e fazer com que este crie as suas próprias defesas, para que a criança esteja preparada para enfrentar as doenças que possam vir a aparecer. No fundo, é o equivalente à "simulação de incêndio" que fazem os bombeiros, ou "simulação de combate" que fazem os militares, é um treino para o sistema imune estar mais preparado para quando tiver de agir a sério. Injecta-se no sangue uma "simulação de micróbio", que não contém as toxinas que provocam a doença, mas contém os genes que o organismo reconhece para iniciar uma resposta imunitária - e mais importante, a imunidade de memória, que faz com que esse sistema imune esteja preparado para se defender quando entrar em contacto com o micróbio letal a sério. Cria-se a mesma (ou semelhante) resposta de defesa permanente que teríamos se houvesse infecção a sério, mas evitando-se o perigo de vida que acarreta a infecção a sério.

Penso que o grande problema das vacinas foi terem sido demasiado eficazes, demasiado rapidamente. Há 30 ou 40 anos atrás não se punha em causa a necessidade de vacinas. Isto porque doenças como a varíola, sarampo, poliomielite, etc. eram doenças comuns, cujos efeitos devastadores e mortais eram vistos diariamente, e toda a gente estava disposta ao que fosse para as evitar. Graças ao imenso sucesso das campanhas de vacinação, hoje são doenças praticamente erradicadas, e as novas gerações já não as olham com o terror de antigamente. Pensam nas vacinas como uma espécie de ritual de passagem de ano mais do que numa coisa que lhes poderá estar a salvar a vida. Mas o caso recente da epidemia de sarampo em Inglaterra mostra-nos claramente que as doenças andam aí, e basta diminuir a cobertura um pouco, basta perdermos a "imunidade de grupo" para que acabe em tragédia.

À pergunta inicial eu faço outra: deverá ser permitido aos pais, por preconceito ideológico, colocar a vida dos seus filhos em risco? Isso não é considerado negligência? É que se podem recusar vacinas, então também devem poder recusar dar-lhes de comer, dar-lhes banho, vesti-los, levá-los à escola, etc., ou não? Porquê a dualidade de critérios? Onde é que se deve estabelecer o limite entre liberdade dos pais e pura negligência?
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« Responder #5 em: 26 de Agosto de 2013, 19:13 »



À pergunta inicial eu faço outra: deverá ser permitido aos pais, por preconceito ideológico, colocar a vida dos seus filhos em risco? Isso não é considerado negligência? É que se podem recusar vacinas, então também devem poder recusar dar-lhes de comer, dar-lhes banho, vesti-los, levá-los à escola, etc., ou não? Porquê a dualidade de critérios? Onde é que se deve estabelecer o limite entre liberdade dos pais e pura negligência?


 Exactamente o que eu pensei perante a o post do aqf, as crianças não tem culpa alguma da falta de responsabilidade dos pais e certos direitos devem ser assegurados por lei para evitar que estas sejam prejudicadas.
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António Chagas
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« Responder #6 em: 26 de Agosto de 2013, 20:49 »


Ora bem; já houve umas respostas, já há vectores de discussão, vou tentar esclarecer qual o meu propósito com a pergunta que coloquei antes.

Durante os anos em que passei em Angola, tive o privilégio de acompanhar o esforço de vacinação que o UNICEF promoveu naquele país, principalmente contra a poliomielite; esta doença, erradicada já em grande parte do mundo, ainda tem focos importantes na África Ocidental e na Ásia; como também sabemos, a vacina da pólio é de fácil administração e muito eficaz. Portanto, em termos puramente científicos e lógicos, a expansão da vacinação seria fácil. Certo?

Errado. E errado porque o conceito de vacinação, que a nós parece de simples apreensão, porque convivemos com ele há séculos, parece uma ingerência para as populações das regiões que acabei de citar. Que fique claro, para esta assembleia, que sou da opinião que a maior parte das doenças infecto-contagiosas que admitem vacinação deverão ser combatidas por esse meio; é o meio mais económico, mais eficaz e que arrasta menos sequelas. Mas para um soba do interior de Angola, é vista com desconfiança, porque é algo que é trazido de fora, e que de certa forma diminui o seu poder sobre as populações. Portanto, um primeiro ponto em que a vacinação pode esbarrar é nesta diferença cultural.

Mas há mais: os povos que foram colonizados têm - e com alguma razão, a meu ver - um receio inato daquilo que vem de fora. Chamem-lhe anticorpos socioculturais, ou o que quiserem; mas são reais e impedem o avanço fácil deste processo.

Estas são duas questões que poderão ajudar a entender o sentido da minha questão original. A terceira faz a ponte com a questão das touradas, onde esta dúvida surgiu originalmente. Partindo do princípio que a criança não pode ser informada dos efeitos da vacina, e mesmo que o seja, não tem opção (sendo essa transferida para os pais), não existirá aqui um conflito de representação? Dito de outro modo: se se obrigam as crianças a ser vacinadas, não existirá aqui um conflito ético?

A pergunta é retórica; no mundo pós-industrial, acho que é razoável admitir que esse conflito ético é resolvido pelas vantagens universalmente reconhecidas à vacinação; mas a questão académica subsiste, e pode ser aplicada a outras situações.

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« Responder #7 em: 26 de Agosto de 2013, 22:47 »


Sobre as vacinas estou de acordo com o aqf "Vacinação contra doenças com elevado potencial contagioso: obrigatória, porque põe em risco a saúde pública. "
Agora o que não acho muito ético é o batismo nas crianças, atribuindo-lhes uma religião, querendo ou não.
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« Responder #8 em: 26 de Agosto de 2013, 22:55 »



bobbyboy - houve ali um bocado que fiquei com receio que tivesses ficado sem palavras à conta do que eu tinha escrito Sorriso grande.

Gosto muito do argumento da saúde pública que o aqf avançou. Na minha opinião permite resolver alguns dos dilemas - nomeadamente o da representação dos filhos pelos pais, uma vez que transforma um problema do foro familiar num potencial problema comunitário. Se é discutível que um pai tem direito a escolher o que é melhor para os filhos - mesmo contra as evidências científicas - já me parece muito mais difícil argumentar sobre o direito de colocar a comunidade em risco.

Dito isto para mim não é tão evidente se os pais têm ou não direito de tomar decisões supostamente erradas pelos filhos. O que não faz sentido em termos científicos pode fazer sentido em termos religiosos ou culturais (ou socio-económicos), tal como o António apresenta.

Para quem defende a posição avançada pelo bobbyboy de forçar a vacinação: qual deveria ser o castigo para aqueles pais que se recusassem a aceitar a vacinação? Deveria ser aplicado igualmente para doenças mortais e para doenças menos perigosas?
Conduzir um programa de vacinação forçada contra a vontade dos pais pode requerer retirar temporariamente a custódia da criança para garantir a correcta vacinação - seria esta a solução?

A pergunta é retórica; no mundo pós-industrial, acho que é razoável admitir que esse conflito ético é resolvido pelas vantagens universalmente reconhecidas à vacinação; mas a questão académica subsiste, e pode ser aplicada a outras situações.

Não acho que seja assim tão retórica. Existem várias comunidades religiosas na europa e estados unidos que resistem à vacinação. Impor essa necessidade pode ser vista como perseguição religiosa ou limitação do direito dos pais a educarem os filhos. O argumento das vantagens científicas pode parecer muito evidente para quem acredita na ciência, mas muito difícil de transmitir a quem tem outras crenças.

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« Responder #9 em: 26 de Agosto de 2013, 23:18 »


Agora o que não acho muito ético é o batismo nas crianças, atribuindo-lhes uma religião, querendo ou não.

É um caminho perigoso... Por esse raciocínio também poderia ser defendido que não é ético tornar as crianças sócias de clubes de futebol, ou de partidos políticos. Tendo em conta que a religião é algo que pode ser abandonado a meio da vida sem custos (a não ser para a "alma" - que provavelmente já está perdida mesmo se a pessoa se quer "desbaptizar") eu diria que o baptismo é de tolerar com um suspiro e um revirar de olhos.

Curiosamente tenho um amigo que descobri há algum tempo que estava muito revoltado porque a mãe não o baptizou quando era pequeno. Com trinta e tal anos decidiu finalmente corrigir o erro da mãe, que lhe quis dar liberdade de escolha Sorriso grande.
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António Chagas
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« Responder #10 em: 27 de Agosto de 2013, 08:17 »


É um caminho perigoso... Por esse raciocínio também poderia ser defendido que não é ético tornar as crianças sócias de clubes de futebol, ou de partidos políticos. Tendo em conta que a religião é algo que pode ser abandonado a meio da vida sem custos (a não ser para a "alma" - que provavelmente já está perdida mesmo se a pessoa se quer "desbaptizar") eu diria que o baptismo é de tolerar com um suspiro e um revirar de olhos.



Ora bem! E será ético tornar as crianças sócias de clubes de futebol ou de partidos políticos? Ou baptizá-las sem o seu consentimento, por muito que isso seja "revertível"? (Achei interessante o parêntesis sobre a eventual perda da alma. Mesmo os ateus mais empedernidos ficam sem argumentos perante a fé.)

Quanto ao clubismo ou partidarismo exagerado de alguns pais que, por essa razão e por uma necessidade de validação, interferem no direito à escolha dos seus filhos, eu considero isso uma agressão ética menor, mas é uma agressão ética de qualquer modo. Não raras vezes, é também sinal de uma intransigência que mais cedo ou mais tarde resulta em confrontos. O baptismo cai também nesse saco, para mim.

Claro que a questão que eu coloquei do carácter ético da vacinação foi mesmo para chocar esta insigne assembleia Sorriso grande (que, digamos de passagem, respondeu à altura), mas foi também para alargar a luz sobre os conflitos desta natureza, que chocam muitas vezes com aquilo a que nos habituámos a aceitar como inamovível (ou como omni glosava engraçadamente há dias, como verdade absoluta - que não existe).

Na minha parca opinião, os conflitos de natureza ética só podem ser resolvidos com um grande grau de inteligência emocional, porque obrigam a uma empatia muito desenvolvida e por vezes à assunção de que poderão mesmo não ser resolvidos como a nossa intuição nos sugere. São, por isso, conflitos permanentes, mesmo que ao longo do tempo mudem as suas premissas e conclusões operativas. São estes conflitos que moldam as sociedades, que dirigem a política e a participação cívica. São os conflitos que, na minha opinião, interessam mais profundamente às populações.
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« Responder #11 em: 27 de Agosto de 2013, 13:13 »


Curiosamente tenho um amigo que descobri há algum tempo que estava muito revoltado porque a mãe não o baptizou quando era pequeno. Com trinta e tal anos decidiu finalmente corrigir o erro da mãe, que lhe quis dar liberdade de escolha.


Originalmente o batismo era um ritual de admissão a uma religião, que apenas se podia efectuar na maioridade. Os cristão é que criaram, muito mais tarde, a moda de batizar as pessoas à nascença para lhes salvar as almas a tempo...

Pessoalmente, batizei ambos os meus filhos, para que não tenham entraves sociais à prática de actividades culturais e escolares ligadas à religião, e que pudessem querer frequentar (por exemplo, nunca andei na catequese por causa disso, apesar de eu querer e ter curiosidade). Claro que os meus filhos, quando ganharem juízo, podem sempre apostatar, como eu o fiz quando comecei sozinho a ler a Bíblia e a perceber que era tudo treta...
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« Responder #12 em: 27 de Agosto de 2013, 20:35 »


Para generalizar a discussão acho que seria mais interessante pensar (por exemplo) o que é que cada um acha do direito dos pais de levarem crianças para a praia às 13h da tarde - ou a comer ao McDonalds. Ambas põem a saúde da criança em risco (tal como a não vacinação) e são largamente baseadas em hábitos sociais/culturais, tais como as razões dos Soba ou dos pais religiosos.
Penso que a questão do associativismo pode ser facilmente defendida usando argumentos semelhantes aos do Jorge Mota.


[...] Mesmo os ateus mais empedernidos ficam sem argumentos perante a fé.

Classifico-me como agnóstico pelo que a extrapolação pode não ser muito correcta.


Pessoalmente, batizei ambos os meus filhos, para que não tenham entraves sociais à prática de actividades culturais e escolares ligadas à religião, e que pudessem querer frequentar (por exemplo, nunca andei na catequese por causa disso, apesar de eu querer e ter curiosidade).

Eu optei por não baptizar os meus e estou a contar com alguns problemas quando e se optar por colocá-los nos escuteiros.
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« Responder #13 em: 27 de Agosto de 2013, 21:00 »


Para generalizar a discussão acho que seria mais interessante pensar (por exemplo) o que é que cada um acha do direito dos pais de levarem crianças para a praia às 13h da tarde - ou a comer ao McDonalds. Ambas põem a saúde da criança em risco (tal como a não vacinação) e são largamente baseadas em hábitos sociais/culturais, tais como as razões dos Soba ou dos pais religiosos.
Penso que a questão do associativismo pode ser facilmente defendida usando argumentos semelhantes aos do Jorge Mota.

Classifico-me como agnóstico pelo que a extrapolação pode não ser muito correcta.

Eu optei por não baptizar os meus e estou a contar com alguns problemas quando e se optar por colocá-los nos escuteiros.

O que tem levar os miúdos a comer ao McDonalds? Não estou a dizer que aquilo é uma coisa como outra qualquer mas que atire a primeira pedra quem nunca deu aqueles cereais recheados, com cobertura e com sabor a açúcar logo pela manhã às crianças.

Se eles quiserem ir para os escuteiros diga-lhes que têm que primeiro ser batizados, explique-lhes todos os pontos da religião associada e se eles aceitam, a escolha será deles.

P.S. Não tenho filhos por isso falar é fácil Mr. Grin
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« Responder #14 em: 28 de Agosto de 2013, 09:47 »


O que tem levar os miúdos a comer ao McDonalds? Não estou a dizer que aquilo é uma coisa como outra qualquer mas que atire a primeira pedra quem nunca deu aqueles cereais recheados, com cobertura e com sabor a açúcar logo pela manhã às crianças.

Vou corrigir a minha questão:
O que é que acham do direito dos pais de levarem regularmente crianças para a praia à tarde ou a comer ao Mcdonalds?
A meu ver tem tudo a ver com a questão da não vacinação - a questão ética em discussão é se os pais podem tomar decisões que prejudiquem a saúde dos filhos.

Se eles quiserem ir para os escuteiros diga-lhes que têm que primeiro ser batizados, explique-lhes todos os pontos da religião associada e se eles aceitam, a escolha será deles.

Na minha opinião na idade em que as crianças vão para os escuteiros ainda não têm capacidade de perceber as questões envolvidas e tomar uma decisão informada.

(Evidentemente que a decisão é de cada um, mas prefiro ser tratado por tu)
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