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Autor Tópico: Re:dicas para cuidar da barba  (Lida 6565 vezes)
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djx
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« Responder #15 em: 25 de Abril de 2013, 13:49 »


Anseio por ver-vos todos a ir à Pharmácia ou então à Hervanária se o primeiro medicamento não resultar tão óptimamente como esperavam. Porque se é para voltar atrás, meus caros puristas, deveriam Vossas Mercês regressar à grafia e pronúncia de 1911.


Coelho, nem penses! Vamos começar a falar e escrever em latim! Pensado melhor acho que me vou dedicar às pinturas rupestres.
Coelho_buda, o problema aqui não é tanto a mudança em si. A questão é o motivo dessa mudança. Não é baseada numa evolução cultural nem muito menos tem as pessoas como raiz. É simplesmente uma mudança unilateral que nos é imposta e que vai contra tudo, incluindo a própria lógica da língua.

Qual foi o motivo das outras mudanças então? Se é para seguir as tendências dos portugueses, "vmx kumxar a xkrever axim?"
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bobbyboy
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« Responder #16 em: 25 de Abril de 2013, 15:51 »


Anseio por ver-vos todos a ir à Pharmácia ou então à Hervanária se o primeiro medicamento não resultar tão óptimamente como esperavam. Porque se é para voltar atrás, meus caros puristas, deveriam Vossas Mercês regressar à grafia e pronúncia de 1911.

Já o disse e volto a repetir, uma língua que não evolui está condenada a desaparecer. Este é o sétimo (ou séptimo para quem não gosta de mudanças...) acordo: 1911, 1931, 1943, 1945, 1971-73, 1986 e 1990. Com este último acordo unificou-se 98% do vocabulário geral da língua (e não sou eu que o digo, os números estão todos na breve história do acordo).

Bobby, o critério científico adotado privilegiou o critério fonético com um certo detrimento para o etimológico. As consoantes mudas ou não articuladas (quando efetivamente são mudas) apenas se conservaram até agora na nossa ortografia por questões de ordem etimológica. As alterações não foram feitas por paspalhos nem para paspalhos. Foram feitas para uma modernização e adaptação da língua ao seu contexto de utilização atual.


Poupa-me as frases feitas, estás a insultar a tua inteligência e vales mais do que isso. Piscadela Onde é que eu disse que sou contra a evolução da ortografia, ou mesmo contra uma grafia unificada com o Brasil? O que eu disse foi que estas regras específicas deste acordo específico são completamente absurdas, e não só não resolvem o propósito a que eram destinadas como ainda pioram a situação.

O critério fonético é precisamente o problema: em Portugal, ao contrário do Brasil, as vogais átonas são surdas. "Detetar" é diferente de "detectar", "redação" é diferente de "redacção", porque a presença de uma consoante muda abre a vogal que a precede, que de outra forma seria surda. Sem o "c", não há nada que justifique que a segunda vogal de "relação" e "redação" tenham pronúncias diferentes. Essa é a razão pela qual, em Portugal, se mantiveram consoantes mudas nestas palavras, mas foram retiradas em palavras como "práctica" ou "estructura", em que essas consoantes não estavam ali a fazer nada. Não foram conservadas "apenas por questões de ordem etimológica", foram conservadas por questões fonéticas, sendo retiradas no Brasil também por questões fonéticas, já que os brasileiros abrem as vogais e portanto o problema das vogais átonas não existe.  

Com estas alterações, o português luso fica ainda mais longe do português brasileiro do que já estava - contrariando o objectivo proposto - e mais longe ainda das restantes línguas latinas, contribuindo cada vez mais para um isolamento da nossa língua e cultura. Tenho colegas de vários países que sempre se queixaram da dificuldade em aprender a falar português precisamente porque a pronúncia de algumas palavras parecia arbitrária (quente vs. frequente, por exemplo), e agora ficou ainda pior. Num mundo de informação global em que a intercomunicação e inteligibilidade mútua são fundamentais, é condenar a língua portugesa ao ostracismo e insignificância.
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« Responder #17 em: 25 de Abril de 2013, 19:21 »


Coelho-Buda

Entendo o teu raciocínio mas o altruísmo existente é só da tua parte o Bobby tem razão quanto ao Acordo Ortográfico. A nossa Sociedade desde o início do Século XX sofreu profundas alterações o nosso Povo é mais exigente, mais literado e este Acordo deveria ter sido referendado, assim como outras temáticas que têm sido postas em prática neste Pais.

O Parlamento não representa o tecido social do nosso Pais era mais justo haver convocação de cortes sem Rei (Presidente eleito) e dividir como de antão (+/-) religiões, pobres, ricos. E talvez o Parlamento tivesse outra dinâmica e se acabasse com este jogo viciado.
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coelho_buda
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« Responder #18 em: 26 de Abril de 2013, 17:43 »


Poupa-me as frases feitas, estás a insultar a tua inteligência e vales mais do que isso. Piscadela Onde é que eu disse que sou contra a evolução da ortografia, ou mesmo contra uma grafia unificada com o Brasil? O que eu disse foi que estas regras específicas deste acordo específico são completamente absurdas, e não só não resolvem o propósito a que eram destinadas como ainda pioram a situação.


Acho que não usei frases feita...
Se não és contra a evolução da ortografia, então não percebo a tua contrariedade relativamente ao acordo, porque é disso que efetivamente se trata. A pronúncia das palavras não foi alterada; a sua grafia sim.

Citação de: bobbyboy
O critério fonético é precisamente o problema: em Portugal, ao contrário do Brasil, as vogais átonas são surdas. "Detetar" é diferente de "detectar", "redação" é diferente de "redacção", porque a presença de uma consoante muda abre a vogal que a precede, que de outra forma seria surda. Sem o "c", não há nada que justifique que a segunda vogal de "relação" e "redação" tenham pronúncias diferentes. Essa é a razão pela qual, em Portugal, se mantiveram consoantes mudas nestas palavras, mas foram retiradas em palavras como "práctica" ou "estructura", em que essas consoantes não estavam ali a fazer nada. Não foram conservadas "apenas por questões de ordem etimológica", foram conservadas por questões fonéticas, sendo retiradas no Brasil também por questões fonéticas, já que os brasileiros abrem as vogais e portanto o problema das vogais átonas não existe. 


Sorri Se a consoante é muda, a sua presença ou falta dela não altera o facto da palavra continuar a ser paroxítona. Não é por o "c" ou o "p" deixar de lá estar que de repente uma palavra passa de paroxítona para oxítona ou para proparoxítona. Ambos os exemplos que deste são exatamente isso: paroxítonas que continuam a ser paroxítonas (detetar e redação). Em "relação" tens uma vogal fechada "a" enquanto que em redação tens uma vogal átona "a" aberta. A primeira é uma palavra oxítona, a segunda paroxítona. Não é necessário a existência da consoante muda para alterar a pronúncia, ou mesmo de um acento: como em padeiro, pegada e corar (todas elas com vogais pretónicas).
Esta questão já vem desde o Acordo de 1945, altura em que o Brasil alterou a sua grafia e Portugal não. Isto porque a maioria dos portugueses (ou pelo menos o grupo no qual se baseia a construção da gramática da língua portuguesa) continuava a pronunciá-las, algo que hoje em dia já não acontece com frequência suficiente para continuar a justificar a sua utilização.

Como à parte, gostava que tivessem tido a possibilidade de assistir ao último seminário em que estive sobre psicolinguística e metas de aprendizagem de leitura e escrita no 1.º ciclo do ensino básico. Focaram-se os graus de transparência das línguas e os efeitos que pequenas coisas como consoantes mudas produzem na aprendizagem da leitura e da escrita. Especialmente o tempo que se gasta em fazer compreender que apesar de uma letra lá estar, em algumas situações não se pronuncia, mas tem de se escrever na mesma. Tempo esse que podia ser gasto em situações mais interessantes como por exemplo melhoria das construções frásicas, melhoria da interpretação e apreensão de conhecimento, oralidade, entre outros aspetos que só beneficiam quem utiliza a língua.

Citação de: bobbyboy
Com estas alterações, o português luso fica ainda mais longe do português brasileiro do que já estava - contrariando o objectivo proposto - e mais longe ainda das restantes línguas latinas, contribuindo cada vez mais para um isolamento da nossa língua e cultura. Tenho colegas de vários países que sempre se queixaram da dificuldade em aprender a falar português precisamente porque a pronúncia de algumas palavras parecia arbitrária (quente vs. frequente, por exemplo), e agora ficou ainda pior. Num mundo de informação global em que a intercomunicação e inteligibilidade mútua são fundamentais, é condenar a língua portugesa ao ostracismo e insignificância.


Pois, voltamos às questões do grau de transparência da língua... felizmente o nosso caso não é dos piores, estamos nos 47%. Mau mesmo é o Inglês que apresenta um grau acima de 85%. Há coisas que só um nativo pode perceber, a não ser que a pessoa em causa queira estudar a raiz da língua e perceber que "quente" deriva do Latim "calentis" e "frequente" de "frequentis" e depois usar uma mnemónica para o primeiro caso em que "qu" não está presente, logo o "u" não se pronuncia.
Não acho que se esteja a condenar "a língua portugesa ao ostracismo e insignificância." com ou sem o acordo. Basta ver que tens dois tipos de Inglês (pelo menos os mais usados, há mais mas o seu uso não é tão generalizado) que coexistem sem que ninguém ache estranho as diferenças de escrita e pronúncia entre as duas versões (e o mesmo em relação ao Francês e Espanhol europeus em relação aos usados no resto do mundo).
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« Responder #19 em: 26 de Abril de 2013, 17:53 »


Coelho, nem penses! Vamos começar a falar e escrever em latim! Pensado melhor acho que me vou dedicar às pinturas rupestres.


Ego plene conveniunt djx.

Citação de: djx
Qual foi o motivo das outras mudanças então? Se é para seguir as tendências dos portugueses, "vmx kumxar a xkrever axim?"


Não se seguem umas quaisquer tendências. Em Portugal determina-se o que é normal, para efeitos de gramática, através dos usos linguísticos das classes cultas da região de Lisboa-Coimbra, o que me faz duvidar que alguma vez se chegue a ver o exemplo que deste como norma de língua.
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« Responder #20 em: 01 de Maio de 2013, 20:42 »


https://m.facebook.com/photo.php?fbid=621799014515804&id=100000571320952&set=a.102726493089728.6294.100000571320952&refid=8&_ft_=qid.5873110067744631435%3Amf_story_key.-621535164146280344

A propósito do NAO !...

"......sobre o ACORDO ORTOGRÁFICO
Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e
acompanhando a forma como as pessoas realmente falam .
Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a
mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros .
Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas .
É um fato que não se pronunciam .
Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se ?
O que estão lá a fazer ?
Aliás, o qe estão lá a fazer ?
Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade .
Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra .
Porqe é qe "assunção" se escreve com "ç" "ascensão" se escreve com "s" ?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome.
Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o "ç" .
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o "ç" e o substitua por um simples "s" o qual passaria a ter um único som .
Como consequência, também os "ss" deixariam de ser nesesários já qe um "s" se pasará a ler sempre e apenas "s" .
Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas,desi­gnadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar.
Claro, "uzar", é isso mesmo, se o "s" pasar a ter sempre o som de "s" o som "z" pasará a ser sempre reprezentado por um "z" .
Simples não é? se o som é "s", escreve-se sempre com s. Se o som é "z" escreve-se sempre com "z" .
Quanto ao "c" (que se diz "cê" mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de "q") pode, com vantagem, ser substituído pelo "q". Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras.
Nada de "k" .Ponha um q.
Não pensem qe me esqesi do som "ch" .
O som "ch" será reprezentado pela letra "x".
Alguém dix "csix" para dezinar o "x"? Ninguém, pois não ?
O "x" xama-se "xis".
Poix é iso mexmo qe fiqa .
Qomo podem ver, já eliminámox o "c", o "h", o "p" e o "u" inúteix, a tripla leitura da letra "s" e também a tripla leitura da letra "x" .
Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex .
Não, não leiam "simpléqs", leiam simplex .
O som "qs" pasa a ser exqrito "qs" u qe é muito maix qonforme à leitura natural .
No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmen­te .
Vejamox o qaso do som "j" .
Umax vezex excrevemox exte som qom "j" outrax vezex qom "g"- ixtu é lójiqu?
Para qê qomplicar ? ! ?
Se uzarmox sempre o "j" para o som "j" não presizamox do "u" a segir à letra "g" poix exta terá, sempre, o som "g" e nunqa o som "j" .
Serto ?
Maix uma letra mud a qe eliminamox .
É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem !
Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex ?
Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade ?
Outro problema é o dox asentox.
Ox asentox só qompliqam !
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox .
A qextão a qoloqar é: á alternativa ?
Se não ouver alternativa, pasiênsia.
É o qazo da letra "a" .
Umax vezex lê-se "á", aberto, outrax vezex lê-se "â", fexado .
Nada a fazer.
Max, em outrox qazos, á alternativax .
Vejamox o "o": umax vezex lê-se "ó", outrax lê-se "u" e outrax, lê-se "ô" .
Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso !
qe é qe temux o "u" ?
Se u som "u" pasar a ser sempre reprezentado pela letra "u" fiqa tudo tão maix fásil !
Pur seu lado, u "o" pasa a suar sempre "ó", tornandu até dexnesesáriu u asentu.
Já nu qazu da letra "e", também pudemux fazer alguma qoiza : quandu soa "é", abertu, pudemux usar u "e" .
U mexmu para u som "ê" .
Max quandu u "e" se lê "i", deverá ser subxtituídu pelu "i" .
I naqelex qazux em qe u "e" se lê "â" deve ser subxtituidu pelu "a" .
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex .
Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u "til"
subxtituindu, nus ditongux, "ão" pur "aum", "ães" - ou melhor "ãix" - pur
"ainx" i "õix" pur "oinx" .
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de
arqaíxmux.
Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a
simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu
mundu .
Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum ?...

I porqe naum?..."

José Manuel Fernandes

E assim poderemos dar uma nova via à nossa língua

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« Responder #21 em: 02 de Maio de 2013, 00:06 »


Em Portugal determina-se o que é normal, para efeitos de gramática, através dos usos linguísticos das classes cultas da região de Lisboa-Coimbra

Ou seja, quem não for de Lisboa ou Coimbra, automaticamente é considerado não-culto? Que mania têm estes sarracenos de achar que eles é que são o país. Rola os olhos
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« Responder #22 em: 02 de Maio de 2013, 17:22 »


É uma forma de interpretares o que está escrito. A outra é interpretar que existindo outras pessoas cultas no resto do país, decidiu-se que seriam as pessoas cultas desta zona a definir o que é norma ou não. Não que eu tenha muito a dizer sobre isto, afinal vivo na região desertificada abaixo do Tejo e sou considerado praticamente marroquino. Piscadela ao lado
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« Responder #23 em: 02 de Maio de 2013, 18:28 »




http://explorethemed.com/ReconquistaPt.asp

(envio-vos um link dum Mapa interactivo)


Para os menos esclarecidos quero salientar que o Al-Andalus (http://pt.wikipedia.org/wiki/Al-Andalus) foi o nome dado pelos mulçulmanos à Peninsula Ibérica, como poderão comprovar pelo mapa acima descrito, a invasão dos árabes foi até ao Norte em todo o nosso território Português, (só houve dois reinos cristãos não invadidos Oviedo e Santander em território Espanhol) radicando-se mais tarde a Sul, e nenhum português de raça poderá dizer que não tem sangue mouro  Fixe

A titulo de curiosidade: a guarda pessoal de D. Afonso Henriques era Berbère e muitos mais ajudaram na conquista do território Portucalense, até ao reconhecimento da independência e assinatura com o Papa Alexandre III (bula Manifestis Probatum) Mouros, Muçulmanos e Cristãos conviviam entre si.  Sorriso grande
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« Responder #24 em: 02 de Maio de 2013, 18:36 »



Manifestis Probatum) Mouros, Muçulmanos e Cristãos conviviam entre si.  Sorriso grande



errata: Judeus  Em baixo
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« Responder #25 em: 02 de Maio de 2013, 19:07 »


A outra é interpretar que existindo outras pessoas cultas no resto do país, decidiu-se que seriam as pessoas cultas desta zona a definir o que é norma ou não.


E é precisamente isto que eu estou a questionar. Não existe nenhuma razão lógica para essa decisão, a não ser puro chauvinismo. Enquanto os outros países valorizam a diversidade dialectal como parte do património cultural de uma língua, em Portugal as crianças aprendem na escola que só o português de Lisboa é que é correcto, e tudo o resto é mau português. E quem se esforça por manter o património linguístico é ridicularizado.
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