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Autor Tópico: Padre António Vieira  (Lida 1207 vezes)
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HS
Visitante
« em: 04 de Abril de 2013, 09:48 »




1608 - 1697


Todos sabemos que “A PALAVRA” nos pode animar como desanimar, em quantas situações uma singela palavra nos ajuda numa tarefa quiçá impossível levando-nos a concretizá-la.

Não poderia deixar de remarcar o lançamento das obras completas do Padre António Vieira numa cooperação conjunta de dois Países Portugal e Brasil.

“O Imperador da Língua Portuguesa como lhe chamaria Fernando Pessoa.

Não poderia deixar de citar alguns pensamentos, tão actuais no nosso tempo:    Sorriso grande



"Que homem há que desça um degrau da sua autoridade, ou de sua conveniência, ou de sua vaidade, por amor de outro homem? (...) Que homem há que não derrube, se pode, o que está mais acima, para fazer dele degrau à sua fortuna?"

"Se queremos julgar, viremos os olhos para a parte de dentro, que ainda mal, porque tanto acharemos que julgar, que examinar e que condenar. Se nos julgarmos sem paixão a nós, eu vos prometo que tenhamos tanto que fazer e tanto que pasmar que não nos fique nem tempo, nem ânimo para julgar a outrem."

"Tanto prevalecem na nossa pátria os rumores contra a verdade, e as invenções ou suspeitas de poucos, contra o conhecimento e experiência de todos.
 
Não é condição de homens, e muito menos de portugueses, haver pessoa, e mais em tamanhos lugares, de quem todos e em tudo digam bem.
 
Eu sempre creio que as línguas estrangeiras saberão melhor avaliar as circunstâncias de tamanho sucesso, porque as nossas sempre são curtas em louvar, podendo mais a inveja dos particulares que o amor comum da pátria.
 
Dizem que temos valor, mas que nos falta dinheiro e união; e todos nos prognosticam os fados que naturalmente se seguem destas infelizes premissas.
 
Nós (portugueses) temos a nossa desunião, a nossa inveja, a nossa presunção, o nosso descuido e a nossa perpétua atenção ao particular.
 
Os inimigos que mais temo a Portugal são soberba e ingratidão, vícios tão naturais da próspera fortuna que, como filhos da víbora, juntamente nascem dela e a corrompem.
 
Todos os que na matéria de Portugal se governaram pelo discurso, erraram e se perderam.
 
Em nenhuma parte tanto como em Portugal se gasta tanto papel, ou se gasta tanto em papéis.
 
Mais temo eu a Portugal os perigos da opulência, que os danos da necessidade.
 
Enquanto Portugal teve homens de «havemos de fazer» (que sempre os teve) não tivemos liberdade, não tivemos reino, não tivemos coroa. Mas tanto que tivemos homens de «quid facimus» (que fazemos), logo tivemos tudo.”
 
 
Padre António Vieira



http://expresso.sapo.pt/lancada-obra-integral-do-padre-antonio-vieira=f785286



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