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Autor Tópico: Como se define sobredotado?  (Lida 8564 vezes)
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cdsa
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« em: 11 de Julho de 2012, 12:05 »


Alguém me pode dar uma definição e o nível de QI associado a sobredotação?
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« Responder #1 em: 11 de Julho de 2012, 13:09 »


Alguém me pode dar uma definição e o nível de QI associado a sobredotação?


"Quando muitos de nós ouvimos a palavra 'sobredotado' quase sempre pensamos duas coisas: (1) 'só as crianças em idade escolar podem ser sobredotadas' e (2) 'eu não sou uma criança, não posso ser considerado sobredotado'. Estas respostas automáticas são compreensíveis tendo em atenção o que nos foi dito acerca das pessoas ditas 'brilhantes'. Mas aquilo que nos foi dito está fundamentalmente incorrecto e extraordinariamente incompleto." Mary-Elaine Jacobsen in "O Adulto Talentoso"
 
 
Características e qualidades geralmente apresentadas por adultos sobredotados:
 
Você é um bom solucionador de problemas? Consegue concentrar-se durante longos períodos de tempo? Considera-se perfeccionista? Demonstra perseverança nos seus interesses? É aquilo que se chama um leitor ávido? Tem uma imaginação vívida e fértil? Gosta de resolver "quebra-cabeças"? Estabelece frequentemente relações entre ideias ou conceitos aparentemente não relacionados? Aprecia paradoxos? Estabelece para si próprio padrões altos? Tem boa memória e de longa duração? É profundamente compassivo? A sua curiosidade é persistente? Tem um excelente sentido de humor? Considera-se bom observador? Sente-se fascinado pela matemática? Precisa ocasionalmente de períodos de contemplação? Procura descobrir o significado da sua vida? Está normalmente atento a pormenores que passam despercebidos aos outros? Sente-se atraído pelas palavras e pela retórica? É muito sensível? Tem convicções morais fortes?Sente-se frequentemente não sincronizado com os outros? É perceptivo e/ou perspicaz? Questiona frequentemente as regras ou autoridades estabelecidas? Tem um certo gosto pelo coleccionismo? Tenta superar-se a si próprio perante um bom desafio? Tem habilidades e déficits notórios? Aprende coisas novas rapidamente? Sente-se quase subjugado por tantos interesses e habilidades? Considera-se uma pessoa enérgica? Toma frequentemente uma posição firme contra aquilo que considera injusto?Acha que é conduzido e motivado pela sua criatividade? Adora uma ardente discussão de ideias? Na sua infância, foi considerado como avançado no seu desenvolvimento? Tem ideias ou percepções pouco comuns? Acha que, por vezes, sonha acordado? Considera-se uma pessoa complexa?
 
Se 75% destas características se ajustam à sua personalidade e forma de estar e ser, você provavelmente é um adulto sobredotado. A sobredotação intelectual não era, até muito recentemente, identificada nas crianças, o que levou a que muitos adultos não tomassem conhecimento do seu talento enquanto crianças. Mas mesmo aqueles que foram identificados tendem a acreditar que a sua sobredotação desapareceu antes da maioridade.
 
"A mente verdadeiramente criativa em qualquer campo não é mais que isto: uma criatura humana nascida anormalmente, inumanamente sensível.
Para ele...um toque é uma pancada, um som é um ruído, um infortúnio é uma tragédia, uma alegria é um extase, um amigo é um amante, um amante é um deus e o fracasso é a morte.
Adicione-se a este organismo cruelmente delicado a subjugante necessidade de criar, criar, criar - de tal forma que sem a criação de música ou poesia ou literatura ou edifícios ou algo com significado, a sua respiração é--lhe cortada. Ele tem que criar, deve derramar criação. Por qualquer estranha e desconhecida urgência interior, não está realmente vivo a menos que esteja criando" - Pearl Buck


Envio-te um texto, penso que está bem abordado, espero que te ajude!... De orelha a orelha
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« Responder #2 em: 11 de Julho de 2012, 13:13 »


A capacidade de em menor tempo e com maior precisão, responder a um determinado problema, reagir a uma determinada situação. Ou seja, é mais inteligente aquele que, mais rapidamente analisa o problema que lhe é posto, opta por uma acção, responde e responde correctamente. Quanto mais complexo for o problema, quanto maior for o número de variáveis, quanto mais subtil for o padrão subjacente, maior inteligência indica a resposta, quando correcta. Mesmo na qualidade das respostas se pode ainda avaliar a inteligência... ponho o exemplo do famoso problema das 12 moedas... a resposta típica demonstra inteligência... mas existe outra forma de resolver o problema... que evidencia, acho, uma maior inteligência.
 
Isto é válido tanto para testes de QI como para os problemas do dia-a-dia. O condutor que tem mais probabilidades de sair ileso de um choque em cadeia é o que mais rapidamente responde... adequadamente. O piloto de combate de F-16 sair-se-á necessariamente bem em testes de QI como o Raven. Mas obviamente o QI acima da média não basta para ser bom piloto de caça.
 
Dizia MacArthur "The history of failure can be summed up in two words... too late".
 
O que nos leva a pensar que "a inteligência é processamento livre de erros" e pode levar-nos a aceitar a existência de um factor, subjacente a todas as actividades cognitivas, que condiciona de forma significativa o nível de qualidade dessas actividades.
 
Desde 1927, com Spearman, que se propôs que a inteligência consiste num factor geral, chamado de g e num conjunto de outros factores específicos. Na definição de Spearman do que é a inteligência, o factor crítico é assumido como sendo o comum, o factor g, que influenciará todas as tarefas intelectuais.
Este factor g foi mais recentemente referido em termos de um mecanismo central básico de processamento (Anderson, 1992; Detterman, 1987; Nettelbeck & Vita, 1990).
 
A ausência de "ruído", de erros, de repetições, aliada a uma maior capacidade de lidar com um maior número de dados (anteriormente adquiridos, convenientemente catalogados e rapidamente acedidos e/ou adquiridos no instante, rapidamente hierarquizados e concluída a sua relevância) leva a que a resposta correcta seja mais rápida, mais clara, mais adequada...
 
Considero então três aspectos, um pouco como Sternberg:
 
Um interno, que consiste nos processos cognitivos que formam o núcleo do pensamento. Concordo com Sternberg quando este define três tipos de processos: os que estão envolvidos na decisão e os que analisam a posteriori essa decisão, os que estão envolvidos na tradução da decisão em actos e os que estão envolvidos no processo de aprendizagem que necessariamente existiu e que permite realizar a acção... por exemplo a rapidez da análise custo/quantidade quando se decide sobre a melhor compra no supermercado pode indicar mais rapidez de raciocínio e inteligência, mas exige claro que se saiba ler. O factor g é comum a todos estes processos cognitivos;
Um externo: que consiste na interacção com o ambiente externo. Os processos mentais são então utilizados para uma melhor adaptação ao ambiente que nos rodeia, para a modificação do ambiente que nos rodeia para que nos seja mais útil, agradável, seguro etc. e para a selecção de outros ambientes quando o actual se mostra insatisfatório e/ou não passível de modificação. NMO é aqui que podemos encaixar o conceito de Inteligência Emocional;
A integração do mundo interno e do mundo externo através da experiência. Não contestaremos que uma medida da inteligência é a habilidade para lidar correctamente com situações relativamente novas, por exemplo a mudança de culturas, as situações de emergência etc.
 
""inteligência" é um conceito social que tem um significado diferente para pessoas diferentes?""como é que se pode discutir a inteligência de à partida pessoas diferentes tiverem conceitos diferente?"
 
Não é um conceito social! O factor g a existir terá que ter um substrato biológico. Já chega de entidades etéreas! A inteligência cristalizada e fluida, a memória e um sem número de outros processos mentais terão que ter uma razão biológica, bioquímica, fisiológica. E se não conhecemos já que fundamentos são esses tal deve-se única e exclusivamente às nossas actuais limitações. Ou assumimos que já sabemos tudo o que é possível saber?
 
Agora, se as pessoas, muitas vezes sem qualquer conhecimento ou análise mais profunda sobre o assunto, entendem inteligência de maneira diferente, isso é outra coisa. Não implica que tenhamos que as aceitar. Teremos que as esclarecer.
 
Convém que se esclareça uma coisa: ser mais inteligente não significa obrigatoriamente ter mais sucesso profissional ou financeiro. As pessoas humildes e sábias aceitam que outras haverá que são mais inteligentes... e que essas pessoas mais inteligentes não pertencem ao panteão dos deuses... podem ser comuns mortais que compartilham o autocarro connosco. Mas como a humildade e a sabedoria estão cada vez mais ausentes da nossa sociedade, em que toda a gente se acha mais esperta e com mais razão que o resto do vizinhos, é normal esta reacção violentíssima ao terem que aceitar que há realmente pessoas mais inteligentes. Por isso é que temos incompetentes no poder, por isso é que caiem pontes e edifícios, por isso é que se desperdiça dinheiro em projectos falhados à nascença ou completamente inapropriados. Os incompetentes, incultos e ineptos estão onde nunca deveriam estar.
 
"Pode a inteligência ser quantificada?""Podem os testes de QI quantificar a inteligência?"
 
A inteligência fluida, o g, a tal rapidez e clareza de raciocínio pode ser quantificada.
 
Sternberg, usando modelos matemáticos aplicados a dados experimentais de tempo de reacção, tentou isolar os diferentes componentes do processamento da informação. Determinou, em circunstâncias bem definidas, se foram (ou não) utilizados alguns processos cognitivos fundamentais, quantos deles foram usados, quanto tempo levou cada processo, e quão susceptível ao erro foi. Demostrou assim mais tarde que os mesmos processos cognitivos estão envolvidos numa variedade de tarefas intelectuais e sugeriu que estes e outros processos relacionados se reflectem objectivamente nos resultados obtidos nos testes de inteligência.
 
É hoje consensual que os testes de QI geralmente usados como o Raven APM medem de forma coerente o factor g. Se aceitarmos que esse factor está presente em todos os processos cognitivos que são o fundamento da Inteligência Humana, então um teste de QI poderá fornecer informação válida sobre o potencial do indivíduo.
 
"Estamos mesmo a falar de inteligência, ou o que nos interessa é outras coisas como a imaginação ou a cultura geral?"
 
Imaginação, criatividade, não são mensuráveis por testes de QI.
 
Quando se fala em cultura geral, fala-se em aquisição de conhecimento. A capacidade de aquisição de conhecimento está com certeza relacionada com o g, demonstrando-se naquilo que Spearman chamou de inteligência cristalizada, que pode ser descrita como pode ser descrito como a amplitude do conhecimento, a sofisticação, a inteligência da experiência, a apropriação da inteligência colectiva...
 
Quanto à relação QI/Criatividade sugiro a leitura do artigo "The Creativity / IQ Interface" cujo link pode ser encontrado na secção de artigos.
 
"No acesso a cargos públicos, os testes de inteligência devem ser ignorados porque não medem correctamente a inteligência, porque usar esses testes é pior que não os usar ou porque a inteligência não deve ser um factor a ter em conta?"
 
Importa definir a que funções se refere. De topo? Intermédios? Com funções e responsabilidades de natureza técnica ou meramente administrativas? É que vejamos, para gestor de uma central nuclear, eu gostaria de ter alguém, que para além da formação óbvia, evidenciasse rapidez e clareza de raciocínio e que invariavelmente chegasse a conclusões correctas... como não posso avaliar o desempenho de uma vida inteira, terei que ter um instrumento que me permite avaliar, com algum grau de certeza, esse desempenho. Se o candidato não passasse de 22 correctas no Raven APM II eu teria sérias dúvidas quanto à sua prestação adequada quando todos os alarmes da central disparassem e poucos minutos restassem para tomar a decisão correcta e evitar a catástrofe.
 
Agora, se se limita a pôr carimbos no papel, o QI é irrelevante.
 
Como costumo dizer a propósito desta pseudo polémica acerca do QI e do QE (o tal quociente que não é quociente)... vamos supor que sou dono de uma empresa que fabrica e comercializa frigoríficos: é obvio que prefiro um génio da electrotecnia na I/D, com um QI de 160 e liminarmente autista em termos sociais... mas que desenvolve máquinas soberbas, eficientes e fiáveis... mas não o quereria a vender as mesmas máquinas... aí gostaria de ter alguém que conseguisse "vender frigoríficos a esquimós".
 
A inteligência adequada no lugar certo.
 
Há algum tempo fiz testes no âmbito de uma candidatura a uma função de natureza técnica. No mesmo dia estavam na sala da agência 5 ou 6 candidatos de um outro processo de admissão (que identifiquei como sendo de uma instituição bancária). A bateria de testes foi administrada, mas dos 5 testes feitos, 2 dos que fiz eram diferentes dos restantes testados. Um desses testes era um teste de inteligência, o outro de rapidez de cálculo mental.
 
Se no mercado de trabalho se pode discriminar e seleccionar com base em testes destes, perspectiva que considero correcta do ponto de vista do empregador, porque não podemos nós pedir que na função pública, em serviços vitais e fundamentais para a sociedade, tal distinção seja também feita? A INTELIGÊNCIA ADEQUADA NO LUGAR CERTO.
 
"as pessoas inteligentes devem ter mais direitos que as outras? Menos?"
 
Mas que diabo de questão. É que nem sequer há razão para a colocar. Se aceitarmos como válido o primado da competência, cada um é aquilo que consegue ser e que se esforça por ser. Se um indivíduo parte com uma vantagem inata, a tal inteligência fluida, estará supostamente melhor equipado para chegar mais longe mas isso não lhe confere qualquer estatuto especial ou não pode ser penalizado por isso!
 
"a inteligência deve ser promovida?"
 
Mas é claro! A história humana é a evidência máxima da promoção da inteligência que por sua vez promove o avanço da espécie e da sociedade que esta criou.
 
Existe apenas um método provado para a evolução da humanidade: encontrar a inteligência, suportá-la, alimentá-la e depois deixá-la dirigir. A Humanidade precisa da inteligência para sobreviver (sim, para sobreviver)... Nenhum outro método alguma vez resultou e nenhum outro alguma vez resultará.
 
"Deliberadamente ignorada para que os menos inteligentes não sejam discriminados?"
 
Parafraseando Thoreau, em maus lençóis estará esta geração (ou já está, por erros de gerações anteriores?) se desperdiçar os melhores de entre si, aqueles que mais faculdades evidenciam.
 
O facto de se apoiar as crianças que evidenciam maiores ou melhores aptidões intelectuais não é uma questão que possa ser encarada de ânimo leve! Evidentemente que devemos esperar que essas crianças sejam no futuro os líderes da sua geração e sendo assim devem ser "acarinhadas" para que nesse futuro que é já ali à frente assumam as suas responsabilidades e contribuam para uma sociedade melhor para todos.

 
Crianças com necessidades educativas especiais existem nos dois extremos da escala. Se DEVEMOS por todos os meios ao nosso alcance assegurar que aqueles com dificuldades escolares notórias sejam apoiados para que possam gozar de uma cidadania plena amanhã, também DEVEMOS ajudar as crianças sobredotadas a desenvolverem todo o seu potencial... a bem de todos. A sociedade quer-se mais justa, mais culta, mais desenvolvida tecnologicamente, mais rica em suma... o que certamente não se consegue desperdiçando talentos.
 
Essa estratégia de "nivelar por baixo" em nome de pseudo pedagogias politicamente correctas e confortáveis para as estruturas educativas (porque pouco motivadas e sem qualquer incentivo) já está a dar os seus frutos... olhem à vossa volta...

Envio-te outro texto Sorri
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cdsa
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« Responder #3 em: 11 de Julho de 2012, 14:44 »


Obrigado pelos textos.  Sorri

Uma das parte mais interessante que referis-te a meu ver, foi dos últimos 2 parágrafos do último texto. O sistema de ensino português a meu ver não está preparado para receber e trabalhar com alunos que possuam altas habilidades.
No meu caso,além de não saber se sou sobredotado ou não, eu sofri nas salas de aulas relativamente à participação, por exemplo, todos os meus colegas não sabiam a resposta e eu prestes a rebentar por ninguém saber aquilo, era "obrigado" a responder.
Cheguei a levar puxões de orelhas e a mandar ser calado sendo a justificação "Se já sabes, deixa os outros responder!". Eu era o último recurso, o que frustrava imenso.
Para mim, era praticamente uma necessidade participar e isso era-me negado. Também por vezes interrompia a explicação dos professores para saber se aquilo que eu pensava estava correcto, o que se diga de passagem, irritava muito os professores.
Agora no ensino secundário, já tive uma professora que me chamou chato em frente a todos os meus colegas, devido à minha insistência em tentar explicar as matérias que ninguém conhecia, mas sobre as quais eu tinha conhecimentos.
Sendo eu ou não uma das pessoas com uma inteligência superior, sou obrigatoriamente formatado pelo facto de os meus colegas não acompanharem o meu raciocínio, então eu imagino o que será uma pessoa extremamente inteligente, estar ali horas a ouvir coisas que eles compreendem em 10 minutos.
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« Responder #4 em: 11 de Julho de 2012, 14:47 »


Mas atenção, ninguém me interprete como sendo arrogante, que é uma coisa que definitivamente não sou, apenas acho que as pessoas com capacidades superiores deviam ter direito a ritmo de aprendizagem rápido e não fossem obrigadas, a não mostrar o seu inteiro potencial.
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« Responder #5 em: 11 de Julho de 2012, 16:03 »


Mas atenção, ninguém me interprete como sendo arrogante, que é uma coisa que definitivamente não sou, apenas acho que as pessoas com capacidades superiores deviam ter direito a ritmo de aprendizagem rápido e não fossem obrigadas, a não mostrar o seu inteiro potencial.


Houve um palerma há coisa de 1-2 anos que esteve a falar na TSF sobre inteligência e que comparou obrigarmos as crianças a terem de partilhar o meio escolar com outras crianças para poderem adquirir certas "características" mais "normais", é como fecharmos os bares gays e obrigarmos os homossexuais a conviverem com os heterosexuais para adquirirem hábitos heterosexuais, ou fecharmos as sinagogas e obrigarmos os judeus a irem à Igreja para aprenderem a ser cristãos.

Claro que esse palerma se chamava Jorge Mota e o que ele diz não se escreve.
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Não tenho nada contra gays, desde que não sejam homossexuais...
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« Responder #6 em: 11 de Julho de 2012, 16:05 »


Agora no ensino secundário, já tive uma professora que me chamou chato em frente a todos os meus colegas, devido à minha insistência em tentar explicar as matérias que ninguém conhecia, mas sobre as quais eu tinha conhecimentos.
Sendo eu ou não uma das pessoas com uma inteligência superior, sou obrigatoriamente formatado pelo facto de os meus colegas não acompanharem o meu raciocínio, então eu imagino o que será uma pessoa extremamente inteligente, estar ali horas a ouvir coisas que eles compreendem em 10 minutos.


Claro que podes assumir uma de duas atitudes:
- ou passar a ter pena dos outros por serem incapazes de acompanhar o teu raciocínio;
- ou começar a gozar com eles: tipo dar-lhes as respostas erradas, dormir nas aulas, ou terminares exames de duas horas em meia hora e passares o resto do tempo a suspirar bem alto e a bater com o lápis na mesa...
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« Responder #7 em: 11 de Julho de 2012, 16:46 »


Claro que podes assumir uma de duas atitudes:
- ou passar a ter pena dos outros por serem incapazes de acompanhar o teu raciocínio;
- ou começar a gozar com eles: tipo dar-lhes as respostas erradas, dormir nas aulas, ou terminares exames de duas horas em meia hora e passares o resto do tempo a suspirar bem alto e a bater com o lápis na mesa...


No 10º ano tomei uma atitude do género, basicamente chegava 30 minutos atrasado sentava-me e passado 15 minutos era expulso. Mas isto aconteceu depois de eu ter dito ao professor que ele tinha cometido um erro e ele ter afirmado que não, e no final de contas eu tinha razão e o professor não gostou muito disso. Mas mesmo assim consegui um 15 Mr. Grin e melhor sem fazer nenhum...
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« Responder #8 em: 11 de Julho de 2012, 16:47 »


Isto a Matemática.
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« Responder #9 em: 11 de Julho de 2012, 17:13 »


Houve um palerma há coisa de 1-2 anos que esteve a falar na TSF sobre inteligência e que comparou obrigarmos as crianças a terem de partilhar o meio escolar com outras crianças para poderem adquirir certas "características" mais "normais", é como fecharmos os bares gays e obrigarmos os homossexuais a conviverem com os heterosexuais para adquirirem hábitos heterosexuais, ou fecharmos as sinagogas e obrigarmos os judeus a irem à Igreja para aprenderem a ser cristãos.

Claro que esse palerma se chamava Jorge Mota e o que ele diz não se escreve.


Tens toda a razão, mas se alguém se atreve a dividir os alunos por capacidades, ui, está-se a criar elites, estamos a descriminar os coitadinhos... Se dividisse-mos era vantajoso para todos. os que aprendem mais rápidos ficavam satisfeitos, o que demoram mais tempo ficavam satisfeitos.
O meu QI não deve andar muito além do 120 mas mesmo assim sinto diferenças entre mim e grande parte dos meus colegas, já para não falar da desmotivação. Eu e um dos meus amigos, que andamos na mesma turma, nas aulas de Física e Química tínhamos o hábito de discutir enquanto o professor explicava aquilo que estava a tentar ensinar-nos. Basicamente chegamos ás conclusões muito mais rápido que os outros mas tínhamos de esperar... Em baixo
Nós dominava-mos participando, mas no fim, não íamos mais avante que os outros. Eu felizmente domino em todas as áreas, mas por exemplo esse meu amigo só era muito bom mesmo a Física e Química e tal como ele, outro meu colega no básico era excelente a matemática e agora no secundário, miséria de notas...E assim se vão perdendo talentos em diversas áreas. E atenção, nós de marrões não temos nada, o nosso desporto favorito era fazer o TPC em 5 minutos no intervalo... Mr. Grin
Várias vezes o meu director de turma falou comigo dizendo que os conhecimento que eu demonstro na minha participação oral são superiores. Basicamente, os outros estavam no começo da procissão e eu já ia na Igreja. Mas depois nos testes como sou preguiçoso como o diabo, os resultados não eram assim muito bons... Passei muitas aulas de FQ a desenhar no meu caderno e a pedir que tocasse a campainha...
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« Responder #10 em: 11 de Julho de 2012, 21:46 »


cdsa, cada um tem as suas motivações para trabalhar, "esquece" por enquanto as aulas até entrares numa universidade, aí já terás a rapidez de ensino que tanto desejas, mas cuidado com o que desejas... A tua burrice sobe exponencialmente quando entras numa universidade.
Já agora, e acredita que também não sou um exemplo a seguir na maneira como se deve escrever corretamente, deixo-te este site.
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« Responder #11 em: 12 de Julho de 2012, 06:47 »


Que mal! Obrigado por teres reparado, eu escrevi aquilo à pressa porque estou a estudar para os exames. Não sei onde fui buscar coisas deste género "Dividisse-mos". Ops
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« Responder #12 em: 12 de Julho de 2012, 09:29 »


Como até agora foram todos um pouco sintéticos quanto às questões que tu procuras!.. vou-te dar um pouco da minha experiência pessoal.

É comum nas pessoas que têm capacidades cognitivas acima da média também terem uma sensibilidade acrescida;
o que isto provoca?

Sofrimento acrescido e alguma revolta, olhas para os teus colegas e não consegues uma verdadeira integração visto estares a percepcionar de forma diferente e a receber informação do que te rodeia a uma velocidade superior do que eles conseguem, como se contorna?...

Como não estás entre pares e precisas de viver em harmonia com os outros, tens que necessariamente ser subtil e não precisas de ser cínico, mas resguardares-te!... porquê?... perguntas!...

Porque o ser humano desde os primórdios se sente ameaçado por aquilo que não conhece, como tal deves sempre saber ouvir mais do que falares e quando perceberes que o ambiente te é propicio ai sim tu falas, hoje em dia espontaneidade é um defeito!...

A nossa Sociedade premeia os espertos e os pouco honestos, e aqueles que têm espírito criativo, inovador e se distinguem "per si" são premissas pouco válidas, embora dêem a entender o contrário!...

Tens uma vida pela frente e uma arma poderosa, que é a tua inteligência, molda-a como o oleiro faz com um simples pedaço de barro e torna-a numa ferramenta útil para a pores ao teu exclusivo serviço, e se quiseres poderás ajudar os que te rodeiam a serem um pouco mais inteligentes, ao fim ao cabo é disso que se trata INTELIGÊNCIA!....
 Sorriso grande

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chaos ab ordo, ordo ad chaos


« Responder #13 em: 12 de Julho de 2012, 09:33 »


Pois, as ações reflexas e certos tempos verbais são levados do diabo... Especialmente para quem vai dormir para as aulas.  Piscadela ao lado
Eu sei que os alunos estão cada vez piores mas tomá-los à partida por criminosos parece-me exagerado (vide descriminar vs. discriminar).

Não leve a mal cdsa mas a profissão de Professor é algo que me diz muito. Percebo perfeitamente o seu ponto de vista, mas cansa-me ver constantemente esta profissão a ser achincalhada. Nela, como em tantas outras, há bons e maus profissionais. Felizmente, para todos nós, o rácio pende mais para os primeiros.
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O bem fala num sussurro, o mal grita., pr. tibet.
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« Responder #14 em: 12 de Julho de 2012, 11:32 »


Pois descriminar... Rola os olhos Mas alguns são mesmo vândalos. Eu nestes posts cometi tantos erros ortográficos. Lixado com "F" grande Que nódoa!
Mas relativamente a professores, no básico tive professores fantásticos e compreendo que um puto que não se cala durante 5 minutos é um bocado chato. Só no secundário é que os professores me ""desiludiram", mas continuo tendo professores excepcionais, como o meu professor de FQ. As aulas dele eram muito interessantes pois ele conseguia dar a matéria de uma maneira simples e rápida, em seguida faziam-se exercícios. Assim se passou o primeiro período, mas alguns encarregados de educação foram pedir ao professor para explicar mais devagar porque os meninos não acompanhavam o raciocínio. Depois desse momento comecei a bater recordes de Tetris na minha calculadora. O problema maior parte das vezes não é professor, mas normalmente as culpas caem sempre sobre ele.
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