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Autor Tópico: Auto-Conhecimento e Reflexões da Mente Humana  (Lida 1609 vezes)
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HS
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« em: 05 de Julho de 2012, 09:14 »


"É no campo das relações humanas, que nós podemos perceber como estamos, como somos; é um bom meio de auto-conhecimento, porque é na forma como vemos e reagimos àquilo que os outros nos mostram, que a nossa personalidade se revela. As pessoas com quem nos relacionamos fazem ressaltar as nossas virtudes e os nossos defeitos, os medos e as vitórias já alcançadas."

Poderão ver o restante texto neste link:

http://aeterna.no.sapo.pt/lusophia/lusophia31-mb.htm

O porquê do ser humano estar numa permanente auto-descoberta de si mesmo do seu verdadeiro "eu", quem somos afinal uma "res cogitos" ou algo mais!...


 
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« Responder #1 em: 06 de Julho de 2012, 18:32 »


Bom, não quero com isto ofender a autora desse texto, mas creio que o que está escrito é bastante indiferente e mesmo uma visão um bocado enviesada do que é um ser humano.

Embora isto seja muito propagado, sobretudo entre pessoas com formação em Humanidades, o ser humano não se tornou independente de tudo o resto. Teve uma História Biológica muito própria e isto reflecte-se contínua e perpetuamente.
Não temos "poucos imperativos naturais". Para perceber isto, facilmente se pode passar de exemplos simples e óbvios como a forma como a nossa vida é guiada pela nossa alimentação (o que faz de muitos de nós obesos, prova que não superamos a nossa natureza) e a vontade de procriar ou o desejo sexual, que também condiciona bastante o nosso quotidiano. Destes exemplos básicos se poderá fazer um exercício lógico muito pouco exigente e perceber que existem outras influências subtis que nos conduzem a agir de formas que por vezes não vemos logo, mas que sem dúvida têm origem nos condicionamentos que vamos captando ao longo das nossas vidas...

Outra coisa é a quesão de "nos conhecermos a nós próprios" e do "verdadeiro eu". Não há "verdadeiro eu". Se tivéssemos de passar forçosamente muito do nosso tempo juntos e eu te batesse todos os dias, o teu "verdadeiro eu" não seria o de alguém oprimido e medroso, apenas responderias dessa forma ao tratamento que eu te daria. Por isso gostamos de estar mais com certas pessoas do que com outras. As experiências que vivemos anteriormente permitiram-nos ir tendo reforços positivos que fomos associando a essas pessoas, e como tal, "sentimo-nos melhor" na companhia delas. Como sabemos "como é" sentirmo-nos de certa forma a que associamos sensações positivas, então vamos aproximarmo-nos mais de quem no-las pode providenciar. É relativamente simples. Não há um "eu" fixo. Há a nossa resposta enquanto organismo a um mundo em constante mudança, com o qual "aprendemos" e do qual "captamos" muito do que retemos conscientemente.

Espero ter sido claro nos motivos pelos quais não partilho propriamente a visão expressa no texto que partilhaste. De qualquer forma, obrigado por o teres feito.
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HS
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« Responder #2 em: 06 de Julho de 2012, 18:45 »


[
Espero ter sido claro nos motivos pelos quais não partilho propriamente a visão expressa no texto que partilhaste. De qualquer forma, obrigado por o teres feito.


Todos os textos que transcrevo não quer dizer que os subscreva, mas quando são pertinentes acredito que os deva partilhar, para possibilitar a outros darem a sua perspectiva e lógico o seu conhecimento e assim e dar a possibilidade de evoluirmos uns com os outros.

Não é na doce contemplação que evoluímos e na interacção!... penso!...

Obrigada    Sorriso grande
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« Responder #3 em: 06 de Julho de 2012, 22:26 »


 Rola os olhos - Tá na idade dos porquês? Só pode! Um dia "quando" descobrires essas respostas te aperceberás de como na prática têm pouco ou nenhum peso, da mesma maneira que aconteceria se descobrisses de repente que os teus pais eram franceses ou suíços, não deixarias de ser quem és, poderias ficar "deslumbrada" com a descoberta mas voltarias a aterrar voltando ao teu verdadeiro estado, o teu verdadeiro eu, da próxima vez que te perguntares quem és, diriges-te a um espelho e vê-te com olhos de ver, sem tendenciosidades, e vislumbrarás o que realmente és, (como se não o soubesses já) e aceita-te. instintivamente tu sabes melhor que ninguém quem és, não precisas que te o digam, principalmente pessoas bem menos informadas que tu acerca de ti, não te esqueças que os outros vivem contigo algumas horas por dia, enquanto que tu vives contigo própria 24 horas por dia, 7 dias da semana, 12 meses do ano.
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« Responder #4 em: 07 de Julho de 2012, 07:58 »


[...] está escrito é bastante indiferente e mesmo uma visão um bocado enviesada do que é um ser humano.


Não são todas?
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Jorge Mota
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ut praesset noctis


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« Responder #5 em: 07 de Julho de 2012, 12:51 »


O porquê do ser humano estar numa permanente auto-descoberta de si mesmo do seu verdadeiro "eu", quem somos afinal uma "res cogitos" ou algo mais!...


42. Tá tudo dito!
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Não tenho nada contra gays, desde que não sejam homossexuais...
HS
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« Responder #6 em: 09 de Julho de 2012, 10:27 »


OMNI


Mal de nós quando abandonarmos a criança que há em nós e deveremos sempre nos questionarmos!...

O conhecimento mostra-nos isso mesmo a cada passo o quanto somos insignificantes no nosso conhecimento.

 Contentinho
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