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Autor Tópico: O Fim dos Machos?  (Lida 1333 vezes)
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Sísifo
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« em: 16 de Dezembro de 2003, 18:07 »


O geneticista Steve Jones afirma que o cromossoma Y vai desaparecer do mapa genético. É o fim dos homens?  Ideia genial!

Diz o ditado que os homens não se medem aos palmos. Mas a virilidade, o poder e muitos outros «clichés» masculinos podem estar postos em causa. A afirmação faz as delícias das feministas, para quem se concretiza a profecia: o futuro da humanidade é feminino. E não apenas no sentido em que as mulheres vão tomar o poder. É literal e científico: os homens vão desaparecer. Quem o diz é o geneticista britânico Steve Jones, no seu último livro, Y: The Descent of Men. Logo pelo título, o leitor masculino é convidado a assustar-se. A tradução aproximada pode ser A descida dos homens. Neste caso, aos infernos. O autor jogou com as palavras, numa brincadeira com o clássico científico A Origem do Homem e a Selecção Sexual (The Descent of Man and Selection in relation to Sex, no original), de Charles Darwin. Mas Jones não fica pela mera diversão. Segundo ele, «o cromossoma singular dos homens é uma metáfora microscópica». A frase tem o dom da polémica, que o geneticista cultiva como poucos. Em termos simples, ser portador do azarado Y - característica genética exclusiva dos seres masculinos, que lhe juntam o X na sua definição, já que a combinação XX é feminina - significa estar condenado à extinção.

Jones diz que o conhecimento do ADN masculino levou os cientistas à conclusão de que ele é redundante e não funcional. O mais grave para a moral masculina é a sentença de morte proferida por Jones: o cromossoma Y está a deteriorar-se e em decadência. Ainda segundo este geneticista, apesar desta premissa ser verdadeira para toda a sequência de cromossomas dos seres humanos, no caso do Y essa verdade pode multiplicar-se 30 vezes. Para Jorge Vieira, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto, embora haja mais gente a pensar do mesmo modo, há muitos factores a ter em conta. Por um lado, «o cromossoma Y passa por uma série de mutações, que são mais frequentes do que no X». Por outro, «se olharmos para diferentes grupos de animais, verificamos que o Y apareceu e desapareceu sistematicamente». O orgulho masculino pode ficar mais descansado: essas alterações sistemáticas nos cromossomas não significaram, neste exemplo, o desaparecimento dos machos, visto que «o Y dos animais foi uma degeneração independente de outro cromossoma original. E isso pode acontecer várias vezes ao longo de um processo de evolução».

Entretanto, em recente entrevista o Dr. Jones mudou o tom de suas afirmações:

"Depois do lançamento do meu livro, houve uma descoberta inesperada. Há cerca de dois meses, o geneticista David Page publicou um trabalho que descreve grandes seqüências de DNA invertidas e repetidas no cromossomo Y. Antes desse trabalho, tudo o que sabíamos sobre o Y era que se tratava de um cromossomo com um gene muito importante, que é o que faz os machos. Quase todo o resto não fazia nada. A maioria servia para manter o cromossomo vivo. Page descobriu que há mais genes. Talvez sessenta ou setenta, o que ainda é pouco. Descobriu também que há grandes segmentos de DNA, que estão presentes como genes repetidos. Um é o espelho do outro. Não apenas com quatro letras, mas com milhões. Se o Y está mesmo em decadência, por que teria tantas cópias tão perfeitas? É uma pergunta que faz sentido. Por que não acumulam erros e mutações? A única resposta é: não sabemos. Page tem uma hipótese que é a seguinte: se alguma vez acontece uma alteração, os genes voltam, de alguma forma, ao que eram antes.

Não acredito que os machos da espécie humana vão desaparecer. A evolução mostra que, uma vez que aparecem na natureza, é bastante difícil se livrar dos machos. No reino animal, várias espécies, como répteis e anfíbios, se tornaram inteiramente femininas, mas geralmente não vão longe. Param de se diversificar e tendem à extinção.

As previsões do fim do cromossomo Y estimam que isso ocorra em milhões de anos . Não podemos esquecer que a espécie humana existe há apenas alguns milhares de anos. Estamos fazendo estimativas de longuíssimo prazo. Algo entre 5 e 10 milhões de anos. Particularmente acho que em 5 milhões de anos não haverá mais humanos sobre a terra. Ou seja, a existência do Y não fará a menor diferença. Se falarmos de forma racional acerca do futuro, sobre os próximos 1.000 anos, tenho muito mais medo de Albert Einstein do que de Charles Darwin. A estupidez dos machos é muito mais um motivo de preocupação. O problema é o holocausto causado pela bomba atômica. É isso que pode acabar com os homens e, infelizmente, com as mulheres também".


Fontes:
http://www.caboverdeonline.com/contents/Port/2002/G/10/ca102902.asp
http://www.netmarkt.com.br/noticia2003/1684.html
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José Guilherme
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« Responder #1 em: 06 de Janeiro de 2004, 20:14 »


Neste caso o que me parece é que ocorreu, justamente, o fenómeno inverso. Com isto quero dizer, que ao invés de estarmos a assistir ao ocaso dos machos, estamos a assistir ao seu nascimento.
Como é sabido, todos os embriões dos mamíferos são inerentemente fêmeas. Caso, nos primeiros estádios da infância, se administre testosterona a uma menina (quem é o maluco que fez estas coisas?), os lábios vaginais dessenvolvem-se e formam uma espécie de bolsa ecrotal e o clitóris alonga-se transformando-se num falso "phalos". Aliás, este facto é patente numa sociedade matriarcal que me lembro neste momento, que são as Hienas, cujas fêmeas possuem falsos pénis que utilizam em demonstrações de poder.

Quanto a isto só referir mais que a ejaculação, por ex., também está presente em algumas mulheres, e que o material expelido tem todos os componentes do sémem masculino, à excepção, obviamente, dos espermatozóides e a presença igualmente de testosterona nas mulheres que se mainfesta mais fortemente após a menopausa.

O que me parece, em relação a isso, é que como tudo indica, a história os machos será ainda de curta duração, resultado de uma mutação num cromossoma prévio, originando o Y.

É claro que é possível a reprodução sem sexo. Animais "superiores", alguns, utilizam este sistema. Alguns crustáceos e uma espécie de vertebrado, que me lembre: os lagartos cauda de chicote, do deserto americano. São todos fêmeas e o embrião resultado unicamete do óvula (fenómeno designado por partenogénese). O que é interessante é que é necessária a estimulação física de uma outra fêmea que se coloca na posição típica do macho, sem haver penetração, obviamente.
Perigo, uma alteração mais drástica leva à mortandade em massa, que ocorre por vezes, e coloca a espécie em perigo de extinção.

Quanto ao que foi dito, gostaria de fugir um pouco do tema. Como disse em cima, uma possibilidade seria uma mutação origina-se os machos.
Mas, e não me destino a este tema específico, as obreiras e as rainhas nas abelhas têm todos os mesmos genes (excepção feita aos zangões que resultam de óvulos não fecundados, sendo haplontes). O que faz com que uma abelhas defira no seu desenvolvimento é o modo como ela é tratada. Se tem uma dada dieta (geleia real, salvo erro, torna-se rainha) se ao contrário operária. Veja-se a importância decisiva que o "meio" tem face à "natureza" neste caso. E em insectos que são tidos como meros autômatos genéticos e em que a estruturação do seu organismo é de tal modo rígida que podem ser congelados e novamente "ressuscitados".

Com isto só posso concluir que a possibilidade de um peso genético maioritário na inteligência humana, face à educação, só pode ser erróneo.
Como raio poderia evoluir uma capacidade de, por ex. conseguir prever  e trabalhar teoricamente com corpos à velocidade da luz, quando para sobreviver, nós só precisáva-mos de nos reproduzir exponencialmente como os micróbios?
Esta foi para colocar um pouco de pimenta Sorriso grande
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Blondie Power
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« Responder #2 em: 09 de Janeiro de 2004, 23:47 »


Nos formigueiros e nas colméias, existem RAINHAS, e não reis. E as operárias são todas fêmeas. Os machos são insignificantes, servindo só para fetilização. Eu não estou nem um pouco surpresa com o fato do homem estar em extinção.
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Looker
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« Responder #3 em: 18 de Janeiro de 2004, 18:07 »


Pois...Blondie...

Mas duvido que os formigueiros e as colmeias sobrevivessem sem os machos !  Twisted Evil


Estou a falar sem opinião criteriosamente formada (o que significa que ainda não li nada sobre o assunto... Confuso )...

Mas parece-me que, ou a evolução da espécie vai conduzir a um ser hermafrodita, que, obviamente, nem é homem nem é mulher, ou os avanços na genética permitirão a fertilização sem a intervenção do homem...
Se bem que, em última análise, se calhar a genética também vai eliminar o papel da Mãe...

(estou a lembrar-me do livro de Huxley, "Admirável Mundo novo"...)


A continuarem as coisas como estão, sem homens (ou sem mulheres) a espécie humana extinguir-se-á... Rola os olhos



Saudações,
Looker
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