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Autor Tópico: Testes Mensa  (Lida 5124 vezes)
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romainsimoni
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« Responder #15 em: 14 de Julho de 2004, 21:14 »


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Portugal tem uma média estimada inferior (95 sd-15 segundo "IQ and the wealth of Nations")


Isso é baseado em testes de inteligência misturados com testes de conhecimento factual. Toda esta estimativa tem grande potencial de estar totalmente errada.
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Era uma vez um pobre homem, tão pobre que tudo o que tinha era só dinheiro.
Armando
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« Responder #16 em: 17 de Julho de 2004, 04:03 »


Desde já agradeço a opinião de romainsimoni, espero que possamos trocar mais impressões futuras.

Este texto é baseado em informações obtidas em livros e pesquisa na Internet. Segue o mesmo nível factual apresentado nos livros, atendendo que não foi possível validar os resultados mas apenas observá-los. As opiniões mostradas seguem uma ordem analítica com base nos resultados anterioremente mencionados.

1) Visão sobre Portugal:

Várias fontes referem Portugal como um país em que o QI médio varia de 91 a 95 (algumas não referem o desvio padrão utilizado na normalização), de qualquer modo está abaixo da média. Outro países desenvolvidos têm QI abaixo de 100 sd-15 (EUA=98, França=98, Canada=97) daí que não pareça ser um resultado muito importante, dado que Portugal não está muito afastado. Notar que Portugal é ultrapassado no QI médio, pelos mesmos países que o ultrapassam em PIB per capita, literacia e avanço tecnológico.

2) Vales e picos:

 Em "IQ and the wealth of nations" os países em que o QI nacional médio é mais alto são os do extremo oriente (Japão, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Singapura, Hong Kong), enquanto os de mais baixo QI são quase todos os de Àfrica com valores médios próximo do limiar de retardação segundo WAIS, ou seja, em quase todo o continente africano metade da população tem limitações cognitivas muito abaixo do normal.
  Outro resultado da mesma fonte, está relacionado com a percentagem da população literada (idade superior a 15 com capacidade de ler e escrever) e com o PIB per capita, existe uma forte correlação entre estes aspectos populacionais e o QI médio nacional respectivo [1][2].

3) Significância do QI no quotidiano experimental:

  Embora pareça que o QI seja uma medida subjectiva (em grande parte o é), a relação entre um valor de QI e o que se pode atingir com ele parece significar que seja favorável ter um QI elevado:
- foi referido num website que um QI 75 sd-15, permite ao indivíduo uma capacidade para obter licença de condução ou cerca de 50% de hipóteses de completar o 9º ano;
- noutro website foi referido que QI 100 permite obter um curso superior, ou seja, metade da população mundial poderia ser licenciada, embora tal abalá-se a estrutura social criada em cada país;
- noutro website está publicada uma relação entre QI e ocupações profissionais, resultante de um estudo estatístico no Wisconsin, EUA, que mostra que apenas cerca de 10% dos médicos e professores universitários da região têm um nível intelectual muito superior (QI 130 sd-15, segundo WAIS);
- outro website indica que mesmo aos mais altos níveis de educação formal nos EUA, mestrado e doutoramento, o QI médio corresponde a 125 sd-15.

Este ùltimo ponto indica que, teoricamente, apenas cerca de 1/3 dos mestres ou doutorados americanos poderiam aderir à MENSA, caso se candidatassem.

4) QI e genética:

Os resultados obtidos nos vários estudos sugerem que os asiáticos têm um QI sd-15 médio de cerca de 5 pontos superiores aos brancos e cerca de 20 pontos superiores aos negros. Esta diferença tem se mantido nas ùltimas décadas, apesar do ajuste correspondente ao Efeito Flynn.
  Porque é dito que grande parte (cerca de 60% ou mais) do QI tem dependência genética e dado que as pessoas de QI elevado tendem a se casar entre elas, assim como as de QI baixo, não se avizinha que a parte genética do QI (elevada percentagem) seja responsável por alguma aproximação futura em homogeneidade de QI entre raças humanas.

5) QI e ambiente social:

O ambiente social é tido como influenciando uma percentagem não elevada do QI (20% ou algo mais), no entanto dado que o acesso à informação, a liberdade de opção (religiosa, sexual, ideológica), a educação formal e outros aspectos sociais são cada vez mais divulgados e valorizados, é esperado que daí advenha o aspecto de homogeneização entre QI médios nacionais e possivelmente de aspectos sociais laterais. Assim o QI médio entre países ou raças deve-se aproximar a um ritmo lento (em grande parte de Àfrica a população negra tem um QI médio de 70 sd-15, os negros descendentes de africanos nos EUA têm um QI médio de 85 sd-15, mas existem algumas implicações genéticas).
Este aspecto é tão realçado que em "IQ and the wealth of nations" alguns QI nacionais médios são obtidos por afinidade com países vizinhos e não correspondem ao valor real.

6) Números:

6A) Inteligência muito superior:

Segundo WAIS o nível de inteligência muito superior é definido como dois desvios padrões acima da média ou superior.
Este resultado é esperado em:
- 1 em cada 16 indivíduos de Hong Kong (QI 107 sd-15);
- 1 em cada 44 britânicos (QI 100);
- 1 em cada 102 portugueses (QI 95 sd-15);
- 1 em cada 904.454 sao tomenses (QI59 sd-15);
Daí que se espere, segundo estes resultados, que os asiáticos do extremo oriente tenham uma grande facilidade em aderir a sociedades de QI elevado, enquanto seria raro encontrar negros africanos puros na mesma sociedade.

6B) Retardados:

Segundo WAIS um QI inferior a dois desvios padrões abaixo da média qualifica um indivíduo como retardado.
Este resultado é esperado em:
- 1 em 177 indivíduos de Hong Kong;
- 1 em 52 britânicos;
- 1 em 24 portugueses;
- 75% da população de São Tomé e Príncipe (!).
Significa que metade da população são tomense dificilmente conseguiria completar o 9º ano ou obter licença de condução.


6C) Implicações:

Para a sua população cada país deve ter um conjunto de sistemas sociais (educação básica, secundária ou superior; saúde; segurança social; trabalho) adaptados ao seu próprio caso, embora possivelmente com influências de orgãos externos como a OCDE ou UE. Pelos resultados acima, e considerando uma relação próxima entre nível de estudo e nível de QI, enquanto no extremo oriente se espera que o ensino superior seja exigente e avançado para resultar em profissionais altamente qualificados, em Àfrica não se esperam resultados muito além do ensino básico e de profissões com pouca ou nenhuma qualificação para a generalidade da população incapaz de seguir o ritmo de avanço tecnológico europeu ou americano, não gerando riqueza muito significativa para o país, mesmo com influências externas a médio ou longo prazo (menos de 30 anos).

7) Notas:

Não podemos esquecer que o QI permite a divisão estatística da população com base em testes padronizados, enquanto vários factores apresentados não podem ser relacionados directamente com o tipo de esforço requerido nesses testes, nem generalizados.

Fixe Referências:

(1): "Relatório do Plano de Desenvolvimento das Nações Unidas 2003", www.undp.org
(2): "World Factbook 2003"
(-): "IQ and the wealth of nations"

P.S.: Existem versões com dados mais actualizados
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