Passamos grande parte do tempo com ela sustida, inconscientemente ou não, no sentido literal e no metafórico. Com falta de ar. À espera do pior que possa acontecer, afogando-nos no ar que nos rodeia. Por vezes sustemo-la quando esperamos o melhor, mas sustemo-la sempre quando se prevê o pior. É preciso
vir ao de cima e exalar.
É um acto semi voluntário, controlável quando necessário. Respiramos fundo porque queremos inspirar o mundo, porque nos dizem para o fazer, porque queremos relaxar... respiramos fundo. Inspiramos pouco, falta-nos a inspiração, expiramos menos ainda, quase não dura nada. Como em muitas outras coisas, há que prolongar o acto: aproveitar o
momento, saborear o ar, deixá-lo sair devagar; enfim, respirar. Tirar aquele
fardo que carregamos de cima das costas, atirá-lo para bem longe e respirar
alegre e livremente!
Seja pelo nariz ou pela boca, respirar não só o ar mas o ambiente, a energia que nos rodeia, esse
inafável etéreo que nos faz viver. Há que fazê-lo direito, de ombros erguidos, com plena consciência e perfeitamente: sem pressas. Devagar, devagarinho... suavemente mas com intenção. E docemente, sempre
docemente.
Sorriam e
respirem.
respiraçãos. f.1. Acto ou efeito de respirar.
2. Função por meio da qual se efectuam as trocas de gases entre os tecidos e o meio exterior.
3. Fôlego; bafo; ar; ambiente.
4. Bot. Fenómeno da absorção diurna e da expulsão nocturna!noturna do ácido carbónico pelas plantas.