Se os olhos são o espelho da alma, o sorriso é o nosso cartão-de-visita. Com uma miríade de significados associados a uma panóplia de disposições, não deixa de ser um dos facilitadores do relacionamento interpessoal. Ajuda-nos a sentir melhor e faz com que os outros se sintam melhor também.
Afinal, ninguém gosta de expressões macambúzias, carrancudas, taciturnas ou sorumbáticas. O sorriso só pede o movimento de 12 músculos da cara e se for acompanhado do mesmo efeito a nível dos olhos (e é assim que se distingue um verdadeiro sorriso de um sorriso “amarelo”)
ilumina o dia de alguém. Enquanto escrevo isto, não posso deixar de sorrir; e sorrio porque me lembro de outros sorrisos, provocados em mim e por mim, nos outros: misteriosos, sinceros, alegres, contagiantes, travessos, provocantes, traquinas, amorosos, prazenteiros,
cúmplices, serenos... tantos.
Já foi imortalizado pelas Artes em tantos meios (pintura, música, escultura e escrita entre outros) e nunca cansa. Da Vinci conseguiu torná-lo misterioso e capturar quem olha para a Gioconda; Charlie Chaplin evocou sentimentos de felicidade com a sua quase canção de embalar (se não tomarmos muito em conta o significado da letra)
Smile. A letra, onde o mesmo fica imortalizado na escrita, e se torna
canção, é de
John Turner e
Geoffrey Parsons. Em escultura, basta ver a quantidade de Budas Sorridentes que hoje existem, mas o mesmo se encontra na escultura clássica, desde Rafael até Rodin.
A palavra em si vem do latim
subrire, mais concretamente o seu particípio passado
subrisu, ou seja, abaixo do riso. E várias vezes eleva-se ao outro. E mais vezes ainda, evoca
amor.
Passando a publicidade e a necessidade de ajuda externa...
Sorriam, porque ainda é de graça.
sorrisos.m.1. acto de sorrir
2. expressão facial alegre que manifesta boa disposição, agrado ou aprovação
3. riso leve, de satisfação, de desprezo ou ironia
4. aspecto amável;