Palavra que já me foi mais cara, mas que ainda o é, se calhar agora em menor intensidade. É daquelas que pela polissemia do conceito abrange tantos significados, que se torna difícil falar sobre ela. Significa tanto para alguns e tão pouco para muitos. Uma das suas vertentes, agrega aquilo que resulta da genética e do ambiente e
brota no que somos enquanto pessoas, na forma como nos relacionamos com os outros e naquilo que passamos, ou queremos passar, a quem nos seguir.
Hoje em dia parece ser cada vez mais posta de lado, dando lugar ao tão típico “desenrascanço” Português: «não sei fazer, mas desenrasco», «não me ensinaram nada, mas cá me arranjo»... mal ou bem, acabamos por fazer. É maldita por uns, amada e acarinhada por outros: o certo é que por pouco ou por muito tempo, todos nós passamos por ela: e nem precisa de ser nas instituições que se criaram para o efeito.
A sua vertente formal é aquela que ocorre nos
estabelecimentos criados para a disponibilizar às massas, garantindo a passagem daquilo que se considera essencial às gerações vindouras para que possam não só sobreviver, como garantir que a Humanidade evolui. Organizada com planos específicos trabalha para resultados específicos, mesmo que muitos deles pareçam não vir a ter grande utilidade no dia-a-dia pós escola. Olhando para o mundo actualmente, quase que diria que cada vez mais tem menos sucesso.
A sua vertente não formal verifica-se quando ocorrem aprendizagens educativas através de actividades em contextos que não foram criados para esse efeito. No entanto, exige uma percepção de intencionalidade por parte do educando. Pode ser mesmo vista como semi-estruturada embora as actividades que lhe estão associadas não possuam objectivos, tempos ou materiais de apoio específicos, definidos à partida.
Finalmente, a vertente informal é aquela que ocorre ou resulta de actividades relacionadas com o nosso trabalho, a nossa família ou círculo de amigos, o nosso
lazer... É completamente desligada de qualquer intenção por parte do educando em aprender o que quer que seja, mas mesmo assim resulta em educação. Até das fontes mais espantosas que se possa pensar, como por exemplo
fóruns. Quem diria.
Todas elas distintas, mas capazes de múltiplas interacções, articulações e combinações que possibilitam, na minha opinião, um melhor Ser Humano. Em particular, o paradigma europeu, procura hoje em dia valorizar estas duas últimas vertentes, reconhecendo o que se aprende ao longo da vida e com ela, no fundo, o que faz de nós aquilo que somos.
Afinal, tudo é experiência de aprendizagem que contribui para a nossa educação. Mesmo quando pensamos que não se está a aprender nada. E como já dizia o Carlos Tê: “aprende-se mais com portugueses num dia, do que se aprende com romanos em 100 anos”.
educaçãos. f.1. processo que visa o desenvolvimento harmónico do ser humano nos seus aspectos intelectual, moral e físico e a sua inserção na sociedade
2. processo de aquisição de conhecimentos e aptidões
3. instrução
4. adopção de comportamentos e atitudes correspondentes aos usos socialmente tidos como correctos e adequados; cortesia; polidez;