Começam em criança com a mais inocente das
intenções. Alimentam o imaginário de cada um e, como tal, preparam para a compreensão do mundo que nos rodeia. Actuam como simplificação de ideias técnicas ou difíceis de explicar e vão evoluindo ao longo da nossa vida, sendo aplicadas nos mais diversos contextos. Acredita-se porque somos ingénuos, acredita-se porque nos convém, acredita-se porque, em alguns casos, a alternativa seria
cruel de mais para contemplar. Acredita-se mesmo sabendo que não pode ser.
Em particular, no social, minimizam acções que de outra forma levariam a conflitos e, no seu extremo, ao extermínio do ser humano. Tornaram-se parte do que nos faz humanos e seria inconcebível existir sem elas. Ou seria uma existência muito diferente.
Mas... e quando levadas ao extremo? Quando utilizadas com intenção de ganho próprio (e no fundo, no fundo, não será sempre essa a intenção)? Quantas vidas foram, são e serão destruídas por aqueles que não olham às consequências dos seus actos? É preciso usá-las para saber quando estão a ser usadas sobre nós. A verdade é que por muito que nos custe (ou não) a sua utilização, custar-nos-ia muito mais não utilizá-las. Viver, não é mais do que uma grande
mentira s. f.1. Acto de mentir; falsidade.
2. Engano propositado.
3. Peta.
4. Ilusão.