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Autor Tópico: Feira da Juventude - Junqueira  (Lida 1050 vezes)
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« em: 18 de Setembro de 2007, 00:07 »


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« Responder #1 em: 18 de Setembro de 2007, 11:21 »


Não mas podias contar como foi aquilo pa eu poder saber se vale a pena ir lá da próxima...
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« Responder #2 em: 18 de Setembro de 2007, 18:25 »


Não mas podias contar como foi aquilo pa eu poder saber se vale a pena ir lá da próxima...


Eu só fui dia 17 (mas a feira realizou-se entre 15 e 18)  numa visita de estudo, tendo depois permanecido sozinho no Centro de Congressos de Lisboa (antiga FIL) na "Young Decision Makers Conference SRHR & MDG´s: Global Responsabilities of Europe´s youth 2007".
A Feira da Juventude, em si, estava bastante engraçada e apelativa para os jovens, devido à decoração moderna, à música, aos jogos de video (xbox360), ao jogo de questões sobre a UE e Portugal  e à oferta de 1001 panfletos de informações relacionadas com a integração profissional dos jovens no futuro. Embora tenham levado imensos panfletos que nunca irão ler, a maioria dos jovens-ipod estavam mais interessados em estar sentados nos puff´s a consumir qualquer coisa do bar e a ouvir música ou a jogar consola do que propriamente a informarem-se acerca de fosse o que fosse (Excepção feita à parte do exército e da marinha que me apareceu atrair mais atenções) - claro que existem excepções como eu, que preferi consumir bens mais úteis e baratos...estou-me a referir à informação é claro.
Mas vou debruçar-me mais sobre a conferência (que se estendeu até hoje..embora apenas tenha podido assistir ontem) que foi para mim o mais interessante.
Quais os assuntos tratados? Talvez um começo seja definir as siglas mencionadas acima (talvez não saibam.. eu não sabia.... se já souberem é bom sinal). SRHR - Sexual Reprodutive Health Rights ;  MDG´s -  Millennium Development Goals - ou ODM - objectivos de desenvolvimento do milénio.
O núcleo do debate centrou-se na questão sexual no seio dos países em desenvolvimento, comparando-os com a conjuntura dos desenvolvidos. Inclui-se neste tema: gravidez e maternidade adolescente; deficiências (falou-se pouco); saúde sexual e reprodutiva no que concerne à problemática do HIV/SIDA; os problemas profundos que se geram devido ao facto das famílias não terem informação e constituírem uma barreira às novas formas de prevenção (novas para eles);  a mulher enquanto alvo principal  de discriminação, desigualdade e pobreza - o que por sua vez se repercuta no nível de educação e condições de vida da sua família;  a importância da melhoria da educação sexual e reprodutiva para a diminuição da pobreza; a feminização da pobreza; falta de divulgação de informações sobre este tema e ausência de centros qualificados, bem como inexistência de locais onde as mulheres se possam encontrar, o que leva ao seu isolamento social e a uma ruptura das influências da modernidade do primeiro Mundo; o facto das mulheres serem biologicamente mais frágeis à contaminação; o facto de a grande maioria da população destes países não têm infra-estruturas e recursos humanos qualificados para o ensino, o que tem como repercussão uma taxa de analfabetismo enorme - e pergunto como é que eles podem perceber instruções ou informar-se convenientemente sem saber ler ou desconhecendo coisas que para nós são básicas?; de destacar também o fracasso da política da abstinência, que constituía em difundir a teoria do "não fazer sexo"; o facto de algumas políticas de natalidade serem catastróficas e bizarras, como o dia do sexo; não havendo educação, os homens continuam a acreditar que ter muito filhos é sinal de poder e superioridade, pelo que se recusam utilizar preservativos, mesmo quando as mulheres querem - o que os leva, por vezes, a abusar delas e a pensarem em traição; a questão da migração para a Europa que vem contribuir para o alargamento do problema do VIH a nível comunitário, já que os imigrantes são pessoas que, segundo estatísticas, têm mais doenças com elevado risco de contaminação e proliferação; embora tenhamos a maior população jovem da história de sempre (1025 milhões), existem áreas em que se verifica a existência de muitos adultos e idosos o que dificulta a divulgação de informação de cariz sexual - não devemos esquecer que o número de adolescentes grávidas em Portugal é muito constrangedor, mas estas adolescentes localizam-se mais nas áreas urbanas do que nas rurais que estão a tornar-se despovoadas;  existe ainda o problema dos jovens dos pvd não falarem com a família sobre os meios contraceptivos que arranjam... mas muitas vezes os pais sabem tanto como os filhos; o preço dos preservativos também não é acessível nos pvd, pois ao contrário da imagem que se passa o" Bush e o Barroso não são a Madre Teresa" (isto é só uma comparação irónica... não comecem a tecer comentários relativamente à Madre - se bem que num outro tópico seria interessante debater as ditas dúvidas da Madre relativamente à existência de Deus... ouvi dizer que iam publicar um livro da sua autoria.... já alguém o adquiriu?); também se falou da mais recente difusão do problema da sida entre os homossexuais; também se falou de apenas, nestes assuntos, se mencionar a mulher e nem o homem.. talvez tentando mudar as mentalidades destes casos de desrespeito à integridade feminina e relativos ao uso de contraceptivos se alterassem para melhor; falou-se também de em Portugal a educação sexual não ir para a frente devido aos argumentos dos professores de que são os pais que não querem.. mas no fundo os pais não se opõem assim tanto... relativamente a esta questão gostava que dessem a vossa opinião e se não concordam comigo em que por vezes, o governo deve impôr algo aos cidadãos desprovidos de pensamento intelectual digno de debater temas como este.. adoptar um sistema meritocrático menos democrático em certas situações como esta.. na verdade o que interessa o que o povo pensa... educação sexual nas escolas é bom, até porque depois os alunos que tiveram a disciplina vão sentir-se mais à vontade para falar de sexo com os seus filhos, acabando a categorização do sexo como assunto tabu... claro que existe o problema da demagogia inerente a sistemas menos democráticos... mas do meu ponto de vista continuar-se-ia num sistema democrático como menos consulta ao povo isento de conhecimentos... numa fase de educação máxima muito muito elevada conseguir-se-á sim um sistema meritocrata mais competitivo e que permite consultar um povo mais culto e aberto à modernidade.. penso que a passagem para a união política será importante neste aspecto; contudo também existe o problema de, a nível comunitário, os diferentes países tenham religiões e culturas muito diferentes o que poderá dificultar esta questão e a aceitação da constituição... também se falou do problema das igrejas que ainda advogam bastante à abstinência e não à prevenção -  categorizando-a de horrível; algumas soluções apontadas para esta controversa temática (que embora pareça ser unicamente relativa à questão social e demográfica, também se repercuta nos índices económicos de bem-estar, emprego, etc.) foram a criação de máquinas de preservativos em casas-de-banho públicas, escolas, centros de saúde e centros direccionados única e exclusivamente para a saúde sexual e reprodutiva; tentar não só disponibilizar meios mas também informar de forma compreensível e atractiva, apostar na educação de forma correcta; pensar soluções num contexto local descentralizado; incluir toda esta questão na Agenda Europa-África; no fim, chegou-se à conclusão maioritaria que o melhor que podemos fazer é informar e educar, sendo a decisão final de cada um.
Um exemplo engraçado foi a instalação de computadores de tecnologia muito boa numa zona de África ou ásia (não me recordo bem) que nem sequer tinha electricidade (o gerador apenas foi construído após um ano da data da instalação; e no fim de haver pc´s, não havia quem soubesse trabalhar com eles ou quem ensinasse)... é sem dúvida necessária uma descentralização destes assuntos . É ainda importante referir que quanto mais a população é jovem, mais difícil é a educação, não só por obviamente existirem menos pessoas qualificadas, mas também por que o número de alunos por professor é demasiado grande, mesmo com o auxílio de professores vindos de fora.
Em suma, recomendo a feira da juventude a todos, não só pela riqueza inerente à conferência que foi muito boa, mas também pela quantidade de informação disponibilizada para os jovens relativamente à sua integração profissional (claro que isto não é apenas interessante para os jovens, mas também para os pais dos jovens e para aqueles que não sendo pais querem ter uma melhor percepção dos esforços que têm vindo a ser realizados neste âmbito).
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« Responder #3 em: 18 de Setembro de 2007, 18:28 »


http://juventude.gov.pt/Portal/Eventos/EducacaoFormacao/SPOT_Conferencia_Jovens_Decisores.htm

está aqui o site...
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