Um jornal dinamarquês, pertencente a uma cadeia de jornais controlada por editores judeus, decidiu publicar EM SETEMBRO de 2005 (ou seja, dois meses após a última reunião da Sociedade Bilderberg) alguns cartoons sobre Maomé, para experimentar se isso era possível. Dado que os dinamarqueses estão sempre a gozar com tudo e todos (lembram-se que eles votaram Não num referendo para a criação da União Europeia, quando toda a gente votou Sim?), os cartoons resultaram levemente insultuosos.
A reacção da comunidade muçulmana foi avassaladora: silêncio! O que é estranho dado que é na Dinamarca que vivem alguns dos líderes muçulmanos mais importantes, na Europa. Importantes, quer dizer, ferozmente anti-europeus e refugiados a viver de subsídios europeus, para poderem fugir à condenação por crimes vários nos seus países de origem...
Apesar do silêncio, ou talvez por causa disso, os cartoons foram publicados por diversos jornais associados à mesma cadeia de jornais, e a reacção da comunidade muçulmana foi interessante: ainda mais silêncio!
Apesar deste silêncio, ou talvez por causa disso, os cartoons foram publicados em jornais de países muçulmanos. A reacção da comunidade muçulmana foi espantosa: silêncio triplo!!!
Foi então que, a pouco tempo de entrar em funcionamento a bolsa de petróleo em Teerão (que, relembremos, poderá derrubar o dólar e, com ele, a economia americana - quem o duvida, que veja o filme Syriana), os líderes muçulmanos que viviam refugiados na Dinamarca decidiram viajar até países islâmicos e começar a distribuir fotocópias de fotografias de um homem disfarçado de Maomé com cara de porco, e um cão, e mais não sei o quê, mas que eram referências óbvias a Maomé! A reacção foi (FINALMENTE!) explosiva: a revolta contra os cartoons dinamarqueses foi assombrosa, embora as fotografias mostradas nada tivessem a ver com os cartoons dinamarqueses. Nem sequer com Maomé. (As legendas arábicas identificavam incorrectamente as fotografias; por exemplo, o barbudo com cara de porco era o vencedor de um concurso popular francês de imitação de porcos...)
A contra-reacção europeia e americana foi ainda mais assombrosa: censura de cartoonistas (o famoso cartoonista político Tom Toles foi ameaçado de morte e posteriormente demitido), recuperação de leis de censura da liberdade de expressão, e o crescimento do sentimento anti-muçulmano a um ponto que os Europeus decerto que não se importarão de apoiar os Americanos caso queiram bombardear Teerão...
Um professor muçulmano exprimiu uma opinião interessante na Time, há dias: o verdadeiro ultraje não são os cartoons dinamarqueses, mas que os muçulmanos assumam este comportamento bárbaro em resposta aos mesmos mas nada façam para protestar os milhares de muçulmanos mortos pelos americanos no Iraque. Ann Coulter é ainda mais sarcástica: os muçulmanos protestam contra serem representados como violentos queimando embaixadas e atacando europeus...
Não pretendo questionar por que é que eu, como europeu, não me posso ofender com o comportamento bárbaro dos muçulmanos quando eles têm o direito de se ofender com o nosso comportamento civilizado (liberdade de expressão, liberdade para as mulheres, separação da Igreja e do Estado...)
Apenas questiono como, quem e porque é que estes problemas com muçulmanos têm surgido recentemente na Europa, quando a Europa tem sido fervorosa opositora da maior parte das iniciativas anti-muçulmanas dos EUA e de Israel. Ou talvez seja por causa disso mesmo...
Em Março/2006, quando a bolsa de petróleo abrir em Teerão, veremos onde caem as fichas...
(Perdoem algumas possíveis incorrecções, estou a citar todos os factos de cor.)