Num mundo em constante mudança. Numa era em que se disponibiliza a informação ao segundo, em que o ontem é já o agora e este o amanhã. Numa sociedade de valores invertidos, em que a solidariedade emerge da apatia quotidiana em vagas ciclicamente marcadas pela mediatização.
Qual o nosso papel? Qual a nossa obrigação, enquanto seres dotados, perante a sociedade em que nos encontramos inseridos?
Deverá a inteligência, com que fomos granjeados, ser aplicada de forma mais visível?
No fundo, verificamos que a maior parte das sociedades de elevado QI têm, entre os seus propósitos, não só o convívio e a troca de ideias entre pessoas de inteligência superior, mas também a necessidade de unir sob uma só égide as mentes mais ricas a nível mundial de modo a que, em conjunto, se possa contribuir para um mundo melhor.
Mas, teremos nós essa obrigação? Existirá dentro de nós a motivação necessária?
Não será a inteligência, per se, um fardo por vezes demasiado pesado para que nos seja exigido o que quer que seja?
O motivo deste post.
É comum, nos fóruns de sociedade de elevado QI, que se encontram abertos ao público, surgirem, aqui e ali, elementos, exteriores à sociedade, com acusações de que somos grupos elitistas cujo único objectivo é alimentar egos e narcisismos. As acusações passam também pelo facto de nada fazermos para modificar o que de errado nos rodeia e de raras vezes estarmos associados a causas nobres.
Por várias vezes me irritei com este tipo de acusações, por várias vezes contrapus e refutei no entanto, houve momentos em que apelei ao que de sofista existe em mim tentando convencer-me a mim própria do que dizia.
De facto, poderíamos fazer muito mais pelos outros. Fomos agraciados com a arte e principalmente o engenho.
Por vezes o querer também se pode transformar em poder.