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Autor Tópico: Exobiologia  (Lida 1987 vezes)
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Sísifo
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« em: 30 de Junho de 2003, 23:09 »


Uma de minhas grandes paixões desde criança, sempre foi imaginar formas de vida alternativas, em outros mundos.
Que formas teriam? Respirariam oxigênio? Teriam formas diferentes de reprodução? Morreriam
Seriam inteligentes? Mais inteligentes que nós? Menos? Usariam tecnologia, ou desenvolveriam outras formas de suplantar as barreiras do ambiente e demais adversidades? Amariam? Sonhariam

 Ideia luminosa Exobiologia é o estudo dos efeitos de embientes extraterrestres em organismos vivos e do potencial da vida em outros planetas. Envolve questões como as que fiz acima (exceto as de cunho subjetivo, como "amar" e "sonhar", ao menos por enquanto  Piscadela: ), e de uma maneira mais formal:

 Seta Os seres vivos dependem sempre de energia solar? Hoje já são conhecidos seres vivos subterrâneos que não dependem da energia solar e sim da energia obtida pelos processos químicos do solo. Tal fato permitiria pensar em seres vivos existentes mesmo em planetas com estrelas bem mais fracas ou distantes que o sol.
 Seta Outras formas de vida: será possível a vida baseada em silício ao invés de carbono?
 Seta Como estimar o número de civilizações avançadas que podem existir em nossa galáxia?

A famosa equação de Drake tenta respoder a esta última questão:
N = R* fp* ne* fl* fi* fc* fL

Esta equação, formulada por Drake em 1961, é uma forma aceita pela comunidade científica para estimar o número de civilizações avançadas na galáxia. São seus termos:
N = O número de civilizações com capacidade de comunicação
R* = Número de estrelas na galáxia
fp = A fração de estrelas que possuem sistema planetário
ne = O número de planetas em um sistema, ecologicamente adequados para a vida
fl = A fração destes planetas onde a vida realmente surgiu
fi = A fração de planetas com vida onde a inteligência se desenvolveu
fc = A fração de planetas com vida inteligente que possuem tecnologia desenvolvida com capacidade de comunicações eletromagnéticas.
fL = A fração de duração da vida de um planeta marcada por uma civilização com esta capacidade.

Os números "f" possuem valores entre 0 e 1, reduzindo o valor de R*. Esta equação estima que atualmente pode existir cerca de 10000 civilizações com capacidade de comunicação em nossa galáxia.
texto extraído de Exobiologia

E então, amigos? Alguém arrisca um palpite acerca do tema?  Piscadela:    Fixe
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"Em tudo quanto faças sê só tu.
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José Guilherme
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« Responder #1 em: 25 de Julho de 2003, 18:30 »


Eu arrisco!  Sorriso grande
 É bastante provável, para não dizer certo, a existência de vida noutros planetas.
Se não, seria como Carl Sagan dizia em "Contacto" "um grande desperdício de espaço"!

O que se passa é que , atentando à história do nosso próprio planeta, o que é tão difícil não é a emergência de vida (ou talvez não Sorriso grande para teres uma melhor ideia do que penso dá um pulo ao fórum da religião), mas sim o seu evoluir para lá da unicelularidade.
Pense-mos que, tendo o nosso planeta 4.5 mil milhões de anos, a vida iniciou-se à 4 mil milhões de anos, mas a vida pluricelular só muito após.
Assim, o passo para uma maior complexidade é complicado.
A descobrirmos vida noutro planeta, seriam apenas micróbios, muito provavelmente.
Suponhamos agora que não, já há vida complexa. Bem se lá dscobríssemos algo que se assemelhasse, mesmo remotamente, a algo familiar, então a nossa compreensão do fenómeno evolutivo era de facto muito baixa!
Tal, tendo em conta as ínfimas possibilidades evolutivas e o carácter largamente contingente, é impossível.
O mesmo se diz da possibilidade de cruzamento de uma espécie indígena com um de nós Sorriso grande (talvez fosse agradável, hein? Piscadela: ). Como Sagan escreveu, seria mais possível um cruzamento entre um humano e uma alcachofra!
O surgimento da inteligência é outra questão interessante. Como Gould mencionou, os micróbios não têm nenhuma e safam-se bastante bem.
Talvez não seja assim tão necessária, além de que, como nós estivemos prestes a verificar, pode levar à auto-destruição!
A própria escada evolutiva ascendente é irrisória dado que , para Gould Sorriso grande , a imensa preponderância de bactérias no nosso ecossistema demonstra a sua aptidão evolutiva.
É claro que a partir de um certo nível de complexidade do meio envolvente, uma inteligência e uma consciência tornam-se bem vindas e são benéficas para a sobrevivência.
Dawkins defendeu que a consciência nascia da necesssiade de simular o real (de modo a antever as consequências)que um ser terá e quando tal alcança um nível que lhe permite ter uma imagem da si próprio.
Disto desta forma é provavel e até imparável.
Não sei!
Temos que esperar por uma mensagem dos pequenos homens verdes Sorriso grande
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« Responder #2 em: 31 de Agosto de 2003, 00:17 »


Citação de: José Guilherme
Eu arrisco!  Sorriso grande


Salve, J.G.
Puxa, obrigado por reviver este assunto! Aliás, não apenas reviver, mas dar cores bastante interessantes e lúcidas!
 
Citação de: José Guilherme
É bastante provável, para não dizer certo, a existência de vida noutros planetas.
Se não, seria como Carl Sagan dizia em "Contacto" "um grande desperdício de espaço"!
O que se passa é que , atentando à história do nosso próprio planeta, o que é tão difícil não é a emergência de vida (ou talvez não Sorriso grande para teres uma melhor ideia do que penso dá um pulo ao fórum da religião), mas sim o seu evoluir para lá da unicelularidade.
Pense-mos que, tendo o nosso planeta 4.5 mil milhões de anos, a vida iniciou-se à 4 mil milhões de anos, mas a vida pluricelular só muito após.
Assim, o passo para uma maior complexidade é complicado.
A descobrirmos vida noutro planeta, seriam apenas micróbios, muito provavelmente.

A equação de Drake justamente se opõe à idéia de que micróbios são tudo que há lá fora como nossos vizinhos cósmicos. Mesmo assumindo que em outros planetas a evolução se dê de modo mais lento que na Terra, por ter de 12 a 15 bilhões de anos o Universo pode abrigar - ou ter abrigado - bilhões de planetas mais antigos que nossa Terra, nos quais a vida pluricelular, e quem sabe vida inteligente, se desenvolveu e continua se desenvolvendo.


Citação de: José Guilherme
Suponhamos agora que não, já há vida complexa. Bem se lá dscobríssemos algo que se assemelhasse, mesmo remotamente, a algo familiar, então a nossa compreensão do fenómeno evolutivo era de facto muito baixa!
Tal, tendo em conta as ínfimas possibilidades evolutivas e o carácter largamente contingente, é impossível.

Não sei se entendi o que quis dizer. Fala de semelhança física, semelhança intelectual, semelhança tecnológica...
Drake não considera diretamente em sua equação, semelhanças físicas, mas tecnológicas. Em nosso atual estágio tecnológico, para nos comunicarmos com outra civilização precisamos que também utilizem transmissão eletromagnética.
Por outro lado, se trata da questão do ponto de vista da especulação evolutiva, evoco o Princípio Antrópico como justificativa adicional à possibilidade de se encontrar civilizações semelhantes à nossa no Universo, reforçando, não refutando nossa compreensão evolutiva.

Citação de: José Guilherme
O surgimento da inteligência é outra questão interessante. Como Gould mencionou, os micróbios não têm nenhuma e safam-se bastante bem.
Talvez não seja assim tão necessária, além de que, como nós estivemos prestes a verificar, pode levar à auto-destruição!
A própria escada evolutiva ascendente é irrisória dado que , para Gould Sorriso grande , a imensa preponderância de bactérias no nosso ecossistema demonstra a sua aptidão evolutiva.
É claro que a partir de um certo nível de complexidade do meio envolvente, uma inteligência e uma consciência tornam-se bem vindas e são benéficas para a sobrevivência.
Dawkins defendeu que a consciência nascia da necesssiade de simular o real (de modo a antever as consequências)que um ser terá e quando tal alcança um nível que lhe permite ter uma imagem da si próprio.
Disto desta forma é provavel e até imparável.
Não sei!
Temos que esperar por uma mensagem dos pequenos homens verdes Sorriso grande

Não conheço as idéias de Gould, mas tenho alguns amigos que acreditam que de fato, a inteligência não está "concentrada" em indivíduos, mas diluída no meio: inteligência seria a interação indivíduo-meio. Nesse caso, acho que o conjunto bactérias-Terra é mesmo a maior inteligência do planeta.
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« Responder #3 em: 09 de Setembro de 2003, 06:22 »


Ideia luminosa Vejam que notícia interessante:

Vênus pode ter Abrigado Vida por Bilhões de Anos
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« Responder #4 em: 10 de Setembro de 2003, 18:10 »


Salve, amigos.

A idéia do projeto SETI@home é utilizar computadores conectados via Internet para contribuir na busca por inteligências extraterrestres (Search of Extra-Terrestrial Intelligence - SETI).

O download do programa que possibilita processar dados captados por rádio-telescópios, bem como maiores informações a respeito do projeto SETI@home podem ser obtidos no link:

SETI@home

Ao se juntar ao projeto, é possível filiar-se a um grupo de usuários participantes. A Mensa International, bem como muitas Mensas Nacionais possuem grupos cadastrados no SETI@home. Abaixo,o link do grupo da Mensa International, que hoje conta com mais de 200 inscritos:

http://setiathome.ssl.berkeley.edu/stats/team/team_9346.html
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« Responder #5 em: 18 de Outubro de 2003, 23:19 »


Mais do que certo, é existir vida noutros planetas...

Partindo do principio que o hidrogénio é o elemento mais abundante no universo, torna-se bastante provável que a maioria da vida existente noutros planetas esteja mais relacionada com os elementos que são mais propensos de se ligarem com ele, o hidrogénio, e que no nosso caso é o oxigénio...

Daí a água ser um elemento vital para a existência na terra...

Em relação á morfologia... esta será definida pelo meio ambiente de mãos dadas com a selecção natural, pois o que funciona persiste  e o que não... passa á história.

Quando ao facto de nós podermos contactar com outras formas de vida ou não... terá mais haver com a simultaneadade de existência de ambas versus extinção, assim como o seu status evolutivo tecnológico e a distância a que se encontram uma da outra...

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« Responder #6 em: 16 de Outubro de 2004, 19:38 »


Bem, esta minha mensagem tem um objectivo base de ser um purgante pessoal. Mr. Grin

Na verdade, apenas apenas pretendo afirmar que tive que rever as minhas posições nesta questão.

Sendo que sempre considerei bastante provável a existência de vida inteligente num outro qualquer local do Cosmos.
Não obstante, recentemente, deparando-me com uma passagem no livro de Frank Tipler (o meu novo "guru"! Mr. Grin ) "A Física da Imortalidade" qualquer pretensão a tal sofre um forte revés.

Porquê?

A verdade é que se existissem, eles já cá estariam!
Muito simplesmente porque o nível de desenvolvimento tecnológico requerido para a execução de um programa de espansão estelar é limitado.
Nós próprios, caso houvesse vontade política e social para tal já o poderíamos ter iniciado. E vamos ter que o fazer. Não baseado em naves relativisticas, ao contrário do que priamariamente se pensaria, mas baseado em construtores universais de Turing.

Tais mecanismos possibilitariam a formação de hordas autónomes de descobridores que, não só se replicariam a si próprias, como também criariam todas as condições para a ocupação de novos espaços no Universo por nós.
E não só!
A descodificação do genoma Humano (que se encontra, diria, terminado)permitiria a própria criação in loco de uma 1.ª geração de seres humanos por estes construtores universais (ou seja, a viagem sentida no caso dos seres humanos seria executada no seu mais baixo nível de implementação). Então a reprodução seguiria os seus trâmitos normais.

Isto terá que ser feito por nós, no futuro próximo, já o poderia ter sido feito e, concerteza, a existência de vida inteligente num outro local do universo já o teria permitido e nós já teríamos sentido os seus efeitos.

Novamente refiro a extrema improbabilidade de desenvolvimento de vida inteligente pelo processo evolutivo.

Na verdade, o Princípio Antrópico implica o contrário do que eu pensaria, ou seja, não, a vida inteligente não é prolífica pelo Cosmo, mas, pelo contrário, enacontra-se focalizada em nós.

Por fim, a Condição Limite do Ponto Ómega requere que tal suceda.
Pelo contrário, se a elevada inteligência fosse comum (com elevada inteligência quero dizer inteligência capaz de passar no teste de Turing), ela utilizaria os recursos Universais disponíveis, esgotando-os, impedindo a sua própra manutenção e o posterior alcançar do Ponto Ómega.

Com isto não quero dizer que vamos existir, enquanto espécie, para sempre.
Não, poderemos ser extintos, mas então a Condição Limite requere que se desenvolva inteligência num outro local do Universo. Mas só então!

Se tal não suceder, os nossos sucedânios, enquanto vida inteligente serão máquinas inteligentes, por nós inicialmente criados, mas com capacidade de processamento de informação muito para lá das nossas actuais apetências.

Já agora, escrevi "vida inteligente" no caso das máquinas, porque é isto que verdadeiramente são. "Vida" no sentido de veículo de propagação de informação. Razão pela qual poderemos considerar os automóveis e os próprios comportamentos humanos, tipificados enquanto correspondentes de um dado e específico estado mental, não podemos esquecer que o nosso "pensamento" é nada mais do que um sucedânio de activação selectiva de dadas conexões inter-neuronais, as sinapses, (os tais "memes" de Richard Dawkins) como estruturas inteiramente e plenamente vivas de condição.
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romainsimoni
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« Responder #7 em: 17 de Outubro de 2004, 02:44 »


Este tópico me recorda uma questão do Sigma Teste VI...
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Era uma vez um pobre homem, tão pobre que tudo o que tinha era só dinheiro.
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