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Autor Tópico: Cientistas comprovam que vingança é doce  (Lida 1025 vezes)
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« em: 29 de Agosto de 2004, 10:37 »


Estudo comprova que a vingança é doce  
 
Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - A vingança realmente tem um doce sabor, disseram pesquisadores suíços na quinta-feira, com base em tomografias cerebrais.

O estudo, que pode explicar como as normas sociais provocam e regulam o comportamento, mostrou que os centros cerebrais associados ao prazer e à satisfação acendiam em jovens que puniam pessoas que os haviam enganado.

Dominique de Quervain, da Universidade de Zurique, e seus colegas examinaram 15 estudantes do sexo masculino, dizendo a eles que se tratava de um estudo econômico. Todos eles foram submetidos a tomografias por emissão de pósitrons (PET, na sigla em inglês), que registraram sua atividade cerebral.

Para o estudo, publicado na revista Science, eles inventaram um jogo em duplas, envolvendo dinheiro. Funcionava assim: o jogador A podia dar todo o seu dinheiro ou parte dele ao jogador B, que devolveria parte ou nada do dinheiro.

Se A desse todo o seu dinheiro, a quantia era quadruplicada, e o jogador B podia dividir a recompensa com A. Esse cenário obviamente beneficiava ambos, de forma que A tinha um incentivo para dar o dinheiro.

Se B se recusasse a dividir, A poderia puni-lo retirando o dinheiro dele.

"Examinamos os cérebros dos indivíduos quando eles sabiam do abuso de confiança do outro e determinava a punição", escreveram os cientistas.

As tomografias mostravam um claro padrão de atividade no gânglios de base dorsal, uma área do cérebro envolvida na sensação de prazer, quando um jogador penalizava o outro por ter sido egoísta. Isso acontecia mesmo quando o jogador A tinha de gastar parte do seu dinheiro para infligir a punição.

"Em vez da frieza, do cálculo e da razão, é a paixão que pode plantar a semente da vingança", comentou o psicólogo Brian Knutson, da Universidade Stanford, na Califórnia.

Ele comparou essa situação à reação de um motorista que não dá passagem a outro que está tentando furar a fila num engarrafamento. "Após barrar o intruso, não dá para não notar um sorriso brotando no seu rosto", escreveu ele num comentário.

Esse instinto provavelmente evoluiu para azeitar as engrenagens da interação social humana, segundo os pesquisadores.

"Por milhares de anos, as sociedades humanas não tinham modernas instituições para fazer cumprir a lei -- polícia e juízes imparciais que garantissem a punição a violações das normas, como enganar alguém numa transação econômica, por exemplo", escreveram os autores.

"Portanto, as normas sociais tinham de ser garantidas por outras medidas, e as sanções particulares eram uma delas."
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